Milhares de habitantes celebraram o fim do bloqueio, que durou 76 dias e isolou a cidade.

De máscara, as pessoas voltam a sair à rua e às suas rotinas. Restaurantes e centros comerciais começaram abrir portas, o comboio voltou a circular e o aeroporto de Tianhe foi reaberto, apenas para voos nacionais.

Todos os viajantes terão de utilizar obrigatoriamente uma aplicação nos telemóveis que junta uma série de dados de localização e de vigilância governamental que permitem demonstrar que estão saudáveis e que não estiveram recentemente em contacto com alguém contaminado com o novo coronavírus.

As restrições na cidade em que se registou a maioria das 82.000 infeções detetadas na China, que causaram cerca de 3.300 mortos, têm vindo a ser aligeiradas nas últimas semanas, à medida que o número de novos casos tem descido.

O fim oficial do bloqueio tem um significado político importante ao permitir ao regime chinês declarar vitória na luta contra o surto, que começou no país, numa altura em que a Europa e os Estados Unidos são os novos centros da doença.

Durante o bloqueio de 11 semanas, os residentes de Wuhan foram autorizados a sair de suas casas apenas para comprar comida ou participar em outras tarefas consideradas absolutamente necessárias.

Wuhan, na província de Hubei, é um importante centro da indústria pesada chinesa, em particular na vertente automóvel, e, à medida que as principais fábricas retomam a produção, os pequenos e médios empresários que garantem a maioria do emprego, continuam a sofrer com a falta de trabalhadores e de procura.

* Com agências

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