A vítima, identificada pela polícia como Marvin Hajos, tinha 75 anos e criou o casuar [Casuarius, no nome científico] na sua propriedade, perto de Alachua, na Flórida, juntamente com outras aves exóticas, conta o The Washington Post.

Estes animais, da família das avestruzes e emas, chegam a ter cerca de 60 quilos e ficam facilmente assustados. O que os torna particularmente perigosos — além do porte e do comportamento imprevisível — são as patas, que possuem três dedos, tendo um deles uma unha comparável a um punhal de vários centímetros.

O pássaro atacou Hajos, ferindo-o gravemente. O homem foi transportado para um hospital, onde veio a falecer. As autoridades estão a investigar as circunstâncias exatas que levaram à sua morte.

A Florida Fish and Wildlife Commission, que reforça as leis relacionadas com os peixes e vida selvagem da Flórida, identifica a espécie como "Classe II Wildlife", podendo representar um perigo para as pessoas e sendo exigida uma autorização para venda, exibição pública ou posse destes animais.

Os ataques de casuares não são incomuns. Por isso, os próprios jardins zoológicos ou parques de conservação da vida animal tendem a ter proteções nos recintos com estas aves, para evitar acidentes com os tratadores. Na Austrália, de onde a ave é natural, são registados ataques todos os anos, embora a última morte tenha sido registada em 1926. Um estudo realizado em 1999, em Queensland, dá conta de 221 ataques destes animais, 150 deles contra humanos.

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