Mochila, manuais e máscaras. E algumas mudanças...

Mais de um milhão de alunos, do 1.º ao 12.º anos de escolaridade, começaram hoje a regressar às escolas. As novas regras pedem uma cábula, ainda que o ambiente seja semelhante ao do ano passado: há corredores de circulação, obrigatoriedade do uso de máscara, a alternância de horários de entrada e os alunos continuam a estar apenas com os colegas da sua “bolha”.

Os bares e as máquinas de venda automática poderão ser uma das grandes mudanças para os alunos, já que passou a ser proibida a venda de alimentos prejudiciais à saúde, como folhados, batatas fritas, refrigerantes, chocolates ou bolas de Berlim.

Mas todos devem usar máscara? A partir do 2.º ciclo, a máscara é de uso obrigatório para todos os que atravessam os portões da escola — o que inclui as salas de aula ou o recreio. Sublinhe-se o todos: a regra aplica-se a alunos, professores, funcionários e encarregados de educação.

Para o 1.º ciclo, a utilização das máscaras por parte dos alunos é apenas recomendada, tal como já acontecia desde meados do passado ano letivo.

“Nas crianças com idade entre seis e nove anos, e para todas as que frequentam o 1.º ciclo do ensino básico independentemente da idade, a utilização de máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica é fortemente recomendada, como medida adicional de proteção, em espaços interiores ou exteriores, desde que as crianças tenham “treino no uso” e utilizem as máscaras de forma correta e seja garantida a supervisão por um adulto, refere a orientação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Para crianças com idade inferior a cinco anos a utilização de máscara não está recomendada.

Como aconteceu há cerca de um ano, também agora professores, funcionários e alguns alunos voltam a ser testados contra a covid-19: os testes começaram há uma semana com os trabalhadores e, em 20 de setembro, começam os alunos a partir do 3.º ciclo.

A DGS alterou as regras de isolamento profilático das turmas quando surge um caso positivo, acabando com a obrigatoriedade de turmas inteiras ficarem em casa durante duas semanas: os alunos com contactos de baixo risco ou que testem negativo devem regressar à escola.

Nas salas de aula, outra das novidades será o arranque do Plano 21/23 Escola +, que tem como objetivo que os alunos consigam recuperar as aprendizagens perdidas durante os confinamentos forçados pela pandemia de covid-19.

A ideia é que até 2023 os estudantes recuperem as aprendizagens perdidas durante o confinamento dos últimos dois anos letivos, mas diretores e professores queixam-se de não ter havido este ano um novo reforço das equipas.

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