Enquanto políticos, cientistas e promotores turísticos esgrimem argumentos, a pandemia de Covid-19 vai fazendo seu caminho. À medida que as semanas passam, percebemos que, provavelmente, os dias futuros serão mais parecidos do que diferentes com aqueles que vivemos no tempo presente e que talvez o melhor que podemos fazer, como dizia um banqueiro noutra crise não tão longínqua, é aguentarmos.

O quê? Uma rotina em ziguezague. Uns dias melhores, outros piores, umas semanas de otimismo controlado, outras em que tudo parece simplesmente ter regredido.

Hoje foi um desses dias.

  • Em Espanha, foi decretado um novo confinamento parcial na Catalunha em Segrià, na região de Lérida. Para cerca de 160 mil pessoas significa o regresso a uma rotina de limitações de movimentos: "a população deverá permanecer nas suas residências", anunciou a secretária regional de Saúde, Alba Verges.
  • Os Estados Unidos, que registaram ontem um novo recorde diário de casos confirmados de Covid-19, tiveram hoje mais de 15 mil casos só na Flórida - um dia depois da Disney World reabrir parcialmente dois de seus quatro parques temáticos em Orlando.
  • O Irão, que é o país mais afetado pela pandemia no Médio Oriente, volta a assustar-se com o reaparecimento de surtos no país que o 'ayatollah' Ali Khamenei classificou hoje como"verdadeiramente trágico".
  • Na América Latina, a pandemia continua a somar casos e Bogotá, maior ponto de contágios da Colômbia, anunciou a aplicação a partir de segunda-feira de "quarentenas restritas" por localidades (conjuntos de bairros).
  • A África do Sul anunciou que o país voltará a proibir a venda de bebidas alcoólicas, de forma a reduzir o número de pacientes nas urgências médicas e  a garantir mais vagas hospitalares para doentes com Covid-19.

Podemos continuar. Há notícias da pandemia um pouco por todo o mundo, da Venezuela a Angola, da Índia ao Reino Unido. E hoje até Donald Trump brindou o mundo com a primeira fotografia em que aparece de máscara em público. Falamos do líder de um país com mais de 3,2 milhões de pessoas infetadas e pelo menos 134.000 mortes devido ao novo coronavírus.

Vamos resistir a escrever que é isto o novo-qualquer-coisa. Mas é. Com ou sem máscaras obrigatórias - como está a ser avaliado em vários países, incluindo Espanha - com ou sem testes nos aeroportos, como foi hoje anunciado em França.

Não há territórios seguros, mas há ideias mais seguras que outras. E talvez uma das mais importantes seja mesmo aprendermos a viver com "isto" onde quer que nos encontremos. Habituemo-nos.

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