A medida surge na sequência de um protocolo firmado com a instituição "A Cerca - Abrigo dos Animais Abandonados", que receberá um apoio anual de 20 mil euros e, em contrapartida, passa a acolher os animais recolhidos pelo canil municipal quando este exceder a capacidade, evitando, assim, o seu abate.

"'A Cerca'  precisa de criar melhores condições para os animais que albergam, e como solicitaram à Câmara Municipal o contributo para a requalificação do seu equipamento, fizemos-lhes uma proposta no sentido de estabelecermos uma parceria para a gestão do canil municipal", começou por explicar Aires Pereira, presidente da autarquia.

"Temos um canil municipal que foi feito há poucos anos, mas que não tem capacidade para todos os animais que recolhemos na via pública. Por ano, são abatidos entre 80 a 90 animais", e há muito pretendíamos travar isso", completou.

Aires Pereira lembrou que, com esta medida, a Póvoa de Varzim passa a ser um dos municípios pioneiros do país a "deixar de praticar eutanásia de animais num canil municipal", acreditando que tal poderá potenciar os processos de adoção de cães e gatos abandonados.

"Quando o nosso canil chegar ao limite da capacidade, os animais serão encaminhados para “A Cerca” e continuarão no processo de adoção, num local com qualidade de vida. É um bom acordo, pois evitamos uma prática que nada nos agradava".

A Cerca - Abrigo dos Animais Abandonados - é uma instituição privada e sem fins lucrativos fundada em 2001, sediada na Póvoa de Varzim e que se dedica à recolha de animais abandonadas e à sua dignificação, tratando de todo o processo de adoção para lhes encontrar um dono.

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