“O acordo nuclear iraniano […] está longe de ser perfeito, mas é melhor do que todas as outras alternativas”, lê-se num comunicado assinado pelo presidente da comissão de Relações Internacionais do PSD, Tiago Moreira de Sá.

O acordo, afirma, “pode ser melhorado”, nomeadamente em relação “ao programa de mísseis balísticos”, mas “é um erro colocá-lo em causa”, uma vez que “é a melhor garantia que existe para impedir o Irão de se tornar uma potência nuclear” e que “o seu fim pode levar a uma escalada descontrolada da tensão no Médio Oriente”.

O texto sublinha tratar-se de “um acordo multilateral”, alcançado depois de “mais de uma década” de impasse, que “suspendeu o avanço do programa nuclear iraniano”, “possibilitou a existência de inspeções” e “evitou uma escalada no Médio Oriente que podia acabar numa guerra”.

O PSD frisa ainda que a proliferação nuclear “é a mais séria ameaça à segurança internacional”, pelo que “quaisquer progressos” que impeçam “novos países de adquirirem armas nucleares são uma vitória”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que os Estados Unidos abandonam o acordo nuclear assinado entre o Irão e o grupo 5+1, constituído pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha.

O acordo, concluído em 2015, permitiu o levantamento de parte das sanções internacionais em troca do compromisso de Teerão de limitar o seu programa nuclear a fins civis.

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