O briefing diário à imprensa na Casa Branca foi hoje interrompido de forma pouco habitual para que o conselheiro de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, o general na reserva Michael Flynn, fosse ao púlpito para anunciar que os Estados Unidos vão questionar oficialmente o Irão sobre os recentes testes com mísseis e sobre o ataque a um navio militar saudita no Iémen alegamente por guerrilheiros Houthi.

Os dois eventos "sublinham o que já deveria estar claro para a comunidade internacional no que respeita ao comportamento desestabilizador do Irão no Médio Oriente", afirmou Michael Flynn.

Na sua intervenção, o conselheiro de Donald Trump visou também o ex-Presidente Barack Obama. "A administração Obama falhou em responder de forma adequada à ameaça iraniana".

O ministro da Defesa iraniano, o general Hossein Dehghan, confirmou hoje a realização de um ensaio com um míssil, denunciado pelos EUA, mas afirmou que o teste não constitui uma violação do acordo nuclear, noticia a agência Isna. “Esta ação não está em contradição com o acordo nuclear nem com a resolução 2231″, declarou Dehghan, acrescentando que “este ensaio surge na continuação do programa defensivo” do Irão.

A nova embaixadora norte-americana junto da ONU, Nikki Haley, afirmou na terça-feira que o teste feito no domingo pelo Irão de um míssil balístico de médio alcance é “absolutamente inaceitável”. “Confirmámos que o Irão testou um míssil de tamanho médio a 29 de janeiro, domingo. É absolutamente inaceitável”, declarou no final de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, à porta fechada, sobre o assunto.

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