“Esperamos que seja desta vez que lhe façam perguntas e que o confrontem com os factos concretos", disse aos jornalistas Ricardo Sá Fernandes à entrada do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa.

O advogado lembrou que é a terceira vez que Manuel Pinho, arguido por corrupção e recebimento indevido de vantagem, se desloca ao DCIAP, a primeira vez em 2017 e a segunda em 2018 “e em nenhum das vezes lhe fizeram perguntas” sobre o caso.

“Nós nunca nos recusámos a responder. Manuel Pinho sempre esteve disponível”, frisou.

O processo das rendas excessivas da EDP está há sete anos em investigação.

O Tribunal da Relação de Lisboa declarou nulo o despacho do juiz Ivo Rosa que retirou o estatuto de arguido no processo EDP a Manuel Pinho e a Miguel Barreto, ex-diretor-geral da Energia.

A defesa de Manuel Pinho, que foi ministro da Economia e Inovação entre 2005 e 2009, interpôs recurso para o constitucional, aguardando ainda uma decisão.

Manuel Pinho foi constituído arguido no verão de 2017, tendo-lhe sido aplicado a medida de coação de TIR.

A Polícia Judiciária e o Ministério Público suspeitam que o ex-ministro socialista poderá ter recebido, de uma empresa do Grupo Espírito Santo, cerca de um milhão de euros entre 2006 e 2012.

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