Pelas 15:00, cerca de 15 membros da CNA concentraram-se perto da residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, em Lisboa, onde anunciaram o protesto e as suas principais reivindicações.

“No dia 14 de junho, a Confederação Nacional da Agricultura, alicerçada nas principais reivindicações dos pequenos e médios agricultores, estará presente com um protesto e com as nossas propostas para que efetivamente haja uma PAC mais justa”, afirmou, em declarações à Lusa, Laura Tarrafa da direção da CNA.

Este protesto vai assim coincidir com a reunião informal dos ministros da Agricultura da União Europeia para que as reivindicações dos agricultores portugueses cheguem aos restantes Estados-membros.

A CNA, que acusa a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, de “querer brilhar” com a conclusão da reforma da PAC durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, vincou que o que interessa é o conteúdo desta política, que disse, sobretudo, apoiar a concentração de terra.

“O caminho que esta PAC está a seguir é, cada vez menos, o dos pagamentos às produções. A PAC serve, essencialmente, para apoiar quem produz alimentos e não pode ser desvirtuada”, defendeu Laura Tarrafa.

Já sobre o Estatuto da Agricultura Familiar, a CNA lamentou que o mesmo permaneça por concretizar e que o primeiro-ministro se recuse receber a confederação, remetendo as negociações para o Ministério da Agricultura.

Porém, os agricultores sublinharam que a concretização deste estatuto envolve cerca de 10 ministérios, reiterando a necessidade de intervenção do primeiro-ministro.

Neste sentido, a CNA garantiu que vai continuar a avançar com diferentes formas de luta até que as exigências dos pequenos e médios agricultores sejam acatadas.

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