Agricultores: Várias estradas do país condicionadas devido ao protesto

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Várias estradas do país estão condicionadas devido ao protesto dos agricultores, que mobiliza centenas de veículos agrícolas. O protesto, uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores, decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).
Agricultores: Várias estradas do país condicionadas devido ao protesto
NUNO VEIGA/LUSA

A última atualização por parte da GNR afirma que o número de estradas cortadas hoje ao trânsito devido ao protesto dos agricultores aumentou para 15, entre as quais duas autoestradas, de acordo com a última atualização.

Mais de 200 tratores e máquinas agrícolas provenientes do Baixo Mondego entraram na cidade de Coimbra às 14:00. Os manifestantes percorreram desde as 10:30, em marcha lenta, a Estrada Nacional (EN) 111 em direção à avenida Fernão Magalhães, na Baixa de Coimbra. Sob muitas buzinadelas, as viaturas chegaram à baixa de Coimbra, onde a PSP já tinha reservado uma área para estacionamento, que não deverá ser suficiente face à quantidade de tratores e máquinas agrícolas.
A circulação no Itinerário Complementar 1 (IC1) junto à localidade de Mimosa, no concelho de Santiago do Cacém (Setúbal), está cortada ao trânsito nos dois sentidos, desde as 11:00. Na fronteira da Bemposta, no concelho do Mogadouro, distrito de Bragança, também está condicionado desde as 13:20 por cerca de 20 tratores, dificultando o acesso a Espanha, no âmbito do protesto dos agricultores.
Esta manhã, pelas 7h30, o capitão João Lourenço, Relações Públicas da GNR, afirmou que “neste momento, na Guarda temos a A25 condicionada ao trânsito com um corredor de emergência, com concentrações de 200 tratores. Em Portalegre, na fronteira do Caia no sentido Portugal-Espanha temos uma marcha lenta com condicionamento desta via, com uma concentração de 200 tratores”. A mesma fonte adiantou também que em Santarém há uma concentração de 100 tratores na Golegã, com condicionamento na ponte da Chamusca.

“Em Beja, entre Vila Verde e Ficalho, na Estrada Nacional 260, temos uma concentração de cerca de 45 tratores e quatro viaturas pesadas”, indicou.

A GNR está, segundo o capitão João Lourenço, a acompanhar o movimento dos agricultores portugueses, empenhando diversas valências.

“Estamos a fazer patrulhamento onde existe aglomeração de pessoas e viaturas de forma a garantir a segurança rodoviária, a fluidez de trânsito, a ordem e tranquilidade públicas, sobretudo nestes locais onde há concentração de pessoas, garantindo corredores alternativos nos principais eixos rodoviários”, disse.

Segundo a GNR, não havia cerca das 07:30 registo de incidentes significativos da alteração da ordem pública, não obstante os condicionamentos de trânsito.

“Apelamos a todos que estejam neste protesto que não coloquem em causa os direitos das pessoas, neste caso o direito à mobilidade”, indicou.

Os agricultores estão hoje na rua com os seus tratores, de norte a sul do país, reclamando a valorização do setor e condições justas, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa.

O protesto, uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores, decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

O pacote abrange entre outras, medidas à produção, no valor de 200 milhões de euros, assegurando a cobertura das quebras de produção e a criação de uma linha de crédito de 50 milhões de euros, com taxa de juro zero.

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pelo movimento, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

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