“Sobre esta matéria não tenho mais nada a acrescentar. Aguardo a minha ida ao Parlamento para esclarecer aquilo que disse e aquilo que outros disseram. Mas, verdadeiramente, para poder elucidar os senhores deputados e os portugueses do trabalho do Governo, e do Ministério da Agricultura em particular, para fazer face ao momento difícil que vivemos", disse Maria do Céu Antunes.

Na quarta-feira, instada pelos jornalistas a responder a críticas dirigidas à tutela pelo secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que disse ser “inexistente” a resposta do Governo para mitigar o impacto da seca no setor da produção e alimentação animal, a ministra devolveu a pergunta.

“É melhor perguntar porque é que durante a campanha eleitoral a própria CAP aconselhou os eleitores a não votar no Partido Socialista”, retorquiu.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) classificou como “perplexizantes” as declarações da ministra da Agricultura e defendeu carecerem de explicação.

Na sequência, a Iniciativa Liberal apresentou um requerimento para ouvir no parlamento a ministra da Agricultura sobre a resposta da tutela à situação de seca no país, criticando as declarações de Maria do Céu Antunes, enquanto o Chega exigiu "um pedido formal de desculpas” à Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e aos agricultores.

As declarações de Maria do Céu Antunes foram também condenadas pelo secretário-geral do PSD, Hugo Soares, que classificou como “descabelada” a reação da ministra da Agricultura às críticas da CAP.

A ministra da Agricultura visita hoje a ExpoMoncorvo, um certame que decorre na vila de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, e que é dedicado à agricultura, pecuária e atividades económicas deste concelho.

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