Eram exatamente 10:53 quando a reunião foi oficialmente aberta pela presidente da mesa, Ana Costa Freitas: “Este congresso marca oficialmente o nascimento de um novo partido político”.

Apontando que na Europa estão a aparecer partidos e movimentos extremistas, a presidente da Mesa do Congresso aproveitou para vincar que o “Aliança não é um partido extremista, é um partido democrático”.

Ana Costa Freitas, que é reitora da Universidade de Évora, disse também aos presentes que “todos têm o direito de falar”, e que cada orador dispõe de três minutos para a sua intervenção.

A dirigente pediu ainda a compreensão de todos caso algo corra “menos bem”, dado que “este é o primeiro congresso” e “todo o conhecimento se faz da experiência”, que o partido ainda não tem.

O anúncio de que Pedro Santana Lopes tinha chegado foi dado cinco minutos depois, às 10:58.

“É especial, é muito especial, mas sem pieguices, sem pieguices. Mas com certeza que dá alguma emoção”, afirmou o líder do Aliança, em declarações aos jornalistas, à entrada para o congresso.

Questionado se tem alguma nostalgia do PPD/PSD, partido que chegou a liderar e do qual saiu em agosto do ano passado para, depois, criar o Aliança, Santana Lopes disse que não.

“Gosto de honrar todos aqueles com quem partilhei combates e respeitá-los e, por isso, ninguém me ouve, nem ouvirá, dizer mal das ‘casas’ onde já estive”, afirmou, frisando que, agora, está “todo virado para o presente e para o futuro”.

À entrada para a Arena d’Évora, que, até domingo, é “palco” do congresso do Aliança, Pedro Santana Lopes manifestou-se “bem-disposto” perante “este momento extraordinário, de uma realização exigente, de um partido que nasceu há três meses e tal”.

Para o líder do partido, “cada novo desafio” acarreta “uma responsabilidade maior” e “construir algo de novo é fascinante, mas é uma exigência muito grande”.

“É mais cómodo, talvez, estar numa instituição grande, que já existe” e “que tem tudo ou quase tudo”, comparou.

O líder só entrou na sala às 11:01, depois de falar aos jornalistas à porta, tendo sido recebido com palmas e uma plateia em pé.

Antes de se sentar no seu lugar, o líder cumprimento todos os elementos da mesa do congresso e dirigiu-se depois à primeira fila da plateia para abraçar o candidato às eleições europeias, Paulo Sande.

No palco estão os cinco membros da Mesa do Congresso, bem como a Comissão Instaladora do partido, à qual Santana Lopes preside.

Na Arena de Évora o azul claro e branco são as cores dominantes.

“Das pessoas, para as pessoas” é o lema do congresso no seu arranque, o pano de fundo inscrito numa tela no palco em letras brancas sobre o azul claro, que ladeia um ecrã gigante atrás da mesa.

Do outro lado do ecrã, está o nome do partido em letras grandes.

No arranque do congresso fundador, a sala encontra-se quase cheia, com duas filas de mesas compridas, ornamentadas com panos azuis claros, onde estão sentados cerca de meio milhar de delegados.

O congresso termina no domingo com a eleição dos órgãos nacionais e a intervenção do presidente eleito.

[Notícia atualizada às 12h09]

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