"A existência de remédios em nada põe em causa o negócio [da compra da Media Capital pela Altice]", afirmou Alexandre Fonseca, numa audição conjunta nas comissões parlamentares de Economia, Inovação e Obras Públicas e Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda (BE) sobre a compra da dona da TVI pelo grupo Altice.

No entanto, há sempre o "limite da razoabilidade", acrescentou o gestor, em resposta a questões do CDS-PP.

"O tempo que já mediou da nossa intenção da transação" até agora aproxima-se "da data de um ano", prosseguiu Alexandre Fonseca.

Isso "poderá ser um limite que não poderemos estar disponíveis para ultrapassar", considerou.

A Altice, que comprou em junho de 2015 a PT Portugal por cerca de sete mil milhões de euros, anunciou em julho de 2017 que tinha chegado a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da TVI, entre outros meios, por 440 milhões de euros.

Outro limite de razoabilidade seria se "viessem a ser definidos um conjunto de obrigações que nos limitassem na capacidade do nosso projeto", apontou o gestor.

"Iremos aguardar até que seja razoável. Não, não vamos desistir, estamos convictos de que o negócio vai ser concluído, estamos convictos de que vai ser permitido" e que a operação de compra da dona da TVI vai "levar o setor dos media portugueses para um nível superior", sublinhou.

(O SAPO24 é a marca de informação do Portal SAPO, detido pela MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A., propriedade da Altice Portugal)

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