Algumas das pessoas detidas estão a sofrer "espancamentos e torturas, incluindo violações, em centros oficiais e não oficiais em todo o país", afirma, em comunicado, a organização com sede em Londres.

"A Amnistia Internacional dispõe de informações concretas, segundo as quais a polícia turca em Ancara e em Istambul mantem detidos em posições dolorosas durante períodos que podem chegar a 48 horas", afirma a ONG.

Acrescenta ainda a organização que há lugar a privação de água, alimentos e medicamentos, ofensas verbais, ameaças e, em casos mais graves, "espancamentos, torturas e violações".

"As informações sobre espancamentos e violações sob detenção são extremamente alarmantes", disse o diretor para a Europa da Amnistia, John Dalhuisen, citado em comunicado.

Segundo a AI, alguns detidos também não têm acesso a advogados ou contacto com a família.

A ONG pede que o Comité Europeu para a Prevenção da Tortura (CPT) envie com urgência representantes à Turquia para observar as condições de detenção no país.

As afirmações da Amnistia foram negadas categoricamente por uma fonte turca. "A ideia que a Turquia, um país que procura aderir à União Europeia (UE), não respeita a lei é absurda", afirmou, sem querer ser identificado.

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