Em declarações hoje à Lusa, Sérgio Humberto assegurou desconhecer o conteúdo do protocolo de consolidação da expansão da rede de metro no Grande Porto, que vai ser assinado dia 21, criticando o Governo e Eduardo Vítor Rodrigues.

“Vou estar presente [na assinatura do protocolo], mas reajo com surpresa porque isto nunca foi discutido na Área Metropolitana do Porto (AMP), nem houve um acordo prévio que tenham envolvido todas as autarquias”, disse Sérgio Humberto, que admitiu a existência de “conversas e articulação com dois ou três presidentes de câmara” promovidas pelo “líder do Conselho Metropolitano”.

“Recebi ontem [quinta-feira], às 21:11, o e-mail de Eduardo Vítor Rodrigues, enviado para todos a dar alguma informação da troca de correio feita com o ministro do Ambiente. Ele enviou uma carta a 05 de fevereiro ao João Matos Fernandes e depois recebeu do ministro [a resposta] a 07 de fevereiro”, relatou Sérgio Humberto para quem a publicação do anúncio na comunicação acontece “sem qualquer tipo de consensualização e discussão na AMP”.

Reagindo às declarações de Sérgio Humberto, Eduardo Vítor Rodrigues fez chegar à Lusa a cópia do e-mail que, enquanto presidente da AMP, enviou aos autarcas envolvidos.

Na missiva informa que, na sequência do “repto lançado pelo ministro” do Ambiente, os oficiou “sobre a utilização dos 860 milhões de euros do Plano Nacional de Investimento para a expansão da rede do Metro, nos termos da carta anexa”.

Continua o documento informando que “desses 860 milhões, 620 milhões destinam-se ao pagamento de novas linhas da Metro do Porto e 240 milhões destinam-se a soluções BTR/Metro-Bus” e que “Vila Nova de Gaia é o único município que tem concursos públicos em curso para Metro-Bus, com orçamento exclusivamente municipal”.

“Mas todos os demais foram por mim convidados a estudar e propor soluções destas”, acrescentou.

Na carta é ainda referido que “em ordem a tomar as decisões mais corretas e com dados mais atualizados”, solicitou ao ministro do Ambiente “a atualização dos estudos de procura e de sustentabilidade económico-financeira por parte da Metro do Porto, sem custos financeiros para a AMP e para os municípios”, desafio a que o governante “anuiu, propondo o protocolo em anexo e a sua assinatura no próximo dia 21 de fevereiro, às 11,30 horas, na Câmara de Gondomar”.

No documento, Eduardo Vítor Rodrigues disse estimar que “o protocolo seja assinado pela AMP e pelos municípios propostos” por si e que referiu que o documento “inclui os municípios que sempre tiveram essa pretensão e/ou estão diretamente envolvidos na operação da Metro do Porto, ou seja, Trofa, Maia, Vila Nova de Gaia, Porto, Gondomar, Matosinhos, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, cumprindo o desiderato de não excluir ninguém e de assumir inclusivamente a imperiosa necessidade de reforçar a verba prevista para chegar ao cumprimento de todas as expectativas municipais”

A enunciação das linhas, prossegue a carta, “está assumida na carta que enviada ao Ministro do Ambiente, em anexo, e reproduzida no protocolo, também em anexo”.

“A minha aposta, enquanto presidente da AMP, passa por conseguir garantir a devida justificação de procura e o consequente financiamento para as linhas mais ambicionadas, mesmo aquelas que no passado apresentaram indicadores insustentáveis e que podem agora reforçar o interesse estratégico, cumprindo assim necessidades prementes e promessas adiadas”, acrescenta o documento a que a Lusa teve acesso.

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