"Falo-vos hoje por um motivo muito específico. Tomei a decisão, pessoal, de ser candidato presidencial nas próximas eleições. Nós não podemos aceitar o que está a acontecer em Portugal. Um presidente que fica em silêncio — até perante as recentes notícias que todos ouvimos em relação ao Ministério Público e às investigações a políticos", começa por esclarecer André Ventura.

"Até que fica em silêncio sobre Tancos, corrupção, sobre a impunidade, sobre os polícias, sobre tantos assuntos que são tão caros ao Chega. Mais do que ganhar, interessa-nos que os portugueses fiquem a saber quão mal está o seu sistema político, o seu sistema democrático, o seu sistema social. Esse é o nosso grande objetivo", completa.

O líder do Chega afirma ainda que não se pode ter medo "de mais nenhuma eleição" — mesmo que seja com Marcelo Rebelo de Sousa, a "face" do atual sistema político.

"Marcelo Rebelo de Sousa é a face deste sistema: Nasceu no sistema, cresceu com o sistema e defende este sistema. Nós somos precisamente o oposto. Podemos não ganhar, mas vamos travar uma luta com grande dignidade", enfatiza.

No entanto, realça que a sua "primeira obrigação" é estar no parlamento e à frente do partido. Ou seja, não vai suspender as suas funções "para o qual foi eleito" e promete continuar a trabalhar "com a mesma garra" como tem "feito até agora".

No vídeo, de 05:41, André Ventura disse que irá manter-se na liderança do Chega, mas não esclarece se terá ou poderá vir a ter o apoio formal do partido, cujo conselho nacional se dividiu em janeiro quanto à candidatura presidencial do deputado.

Em 11 de janeiro, na Nazaré, distrito de Leiria, os membros do conselho nacional do partido dividiram-se quanto a uma candidatura de Ventura a Belém, remetendo uma decisão da sua parte para fevereiro, o que aconteceu hoje.

O líder do Chega, André Ventura, admitiu hoje que o partido está divido em relação à sua eventual candidatura à Presidência da República e remeteu para fevereiro o anúncio da decisão final.

“Ficou claro que não há unanimidade dentro do partido, entre os conselheiros nacionais, em relação a uma eventual candidatura minha à Presidência da República”, admitiu, no final do encontro, em que, segundo afirmou, ficou claro que "o Chega não coloca a hipótese de apoiar a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa”.

O perfil do candidato “terá que ser o de alguém claramente antissistema, claramente para pôr o dedo na ferida nos processos anti-corrupção, nos processos de falta de transparência e nos processos de verdadeiro saque em que está o estado democrático hoje”, concluiu André Ventura, em janeiro.

* Com agências

(Notícia atualizada às 15:10)

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