O frente a frente tem início marcado para as 20:30, com uma duração prevista de 75 minutos, e será moderado por João Adelino Faria (RTP), Clara de Sousa (SIC) e Sara Pinto (TVI), a partir do cineteatro Capitólio, em Lisboa.

Há dois anos, na pré-campanha para as legislativas de 6 de outubro de 2019, os líderes dos dois maiores partidos tiveram um debate semelhante, organizado e transmitido por RTP, SIC e TVI (visto por 2,66 milhões de portugueses), e protagonizaram também um confronto radiofónico, transmitido pela Antena 1, Rádio Renascença e TSF.

Na quarta-feira e questionado pelos jornalistas à margem de uma reunião com a direção da Ordem dos Enfermeiros, Rui Rio considerou que António Costa parte em “desvantagem” para o debate, por não assumir “respostas claras” sobre os cenários de governabilidade após as eleições, ao contrário de si próprio.

Rio acusou o líder do PS de só ser claro quanto a um cenário de derrota socialista, ao repetir que se perder as eleições se demite, mas não esclarecer o que fará num cenário de maioria relativa ou de vitória do PSD sem 116 deputados.

“A partir daí, refugia-se, dizendo que quer uma maioria absoluta, isso eu também quero, queremos todos”, afirmou, acusando Costa de, em 2015, ter sido primeiro-ministro “com base num acordo parlamentar que durante a campanha escondeu e não disse que podia fazer”.

Ainda assim, Rio recusou que o debate seja decisivo para o resultado das eleições antecipadas de 30 de janeiro, dizendo não se poder olhar para o frente a frente político como um jogo de futebol “Porto-Benfica”.

Na quarta-feira, António Costa teve uma sessão com empresários, dirigentes associativos e gestores de todo o país, na qual fez uma intervenção centrada na trajetória económico-financeira do país, sem responder a perguntas da comunicação social.

Há dois anos, os debates entre António Costa e Rui Rio foram dominados pelos temas da saúde, do modelo económico do país – em particular as opções de PS e PSD quanto aos impostos – e o estado da justiça.

A governabilidade e os cenários pós-eleitorais quase não foram abordados nos debates em 2019, com António Costa e Rui Rio a concordarem então que a ideia de um ‘bloco central’, juntando os dois maiores partidos portugueses numa solução de Governo, seria nefasta para a democracia, por enfraquecer as alternativas políticas.

Ainda longe do início da pandemia de covid-19, o estado do Serviço Nacional de Saúde foi tema central no primeiro frente a frente, em 16 de setembro, com Rui Rio a defender que em 2019 o setor estava pior do que em 2015 e António Costa a assegurar que houve progressos.

Nesse debate, os dois protagonistas discutiram também o modelo económico do país, com António Costa a defender a sustentabilidade das contas públicas e Rui Rio a falar em “oportunidade perdida”.

No debate das rádios, uma semana depois, as questões económicas voltaram a estar no centro, com os dois líderes a debaterem quem é que tinha “o melhor Centeno” nas finanças, uma discussão que acabaria por se prolongar durante a campanha eleitoral, com desafios do PSD para debates entre Joaquim Sarmento, o seu principal rosto nesta área em 2019 (e atualmente), e o então ministro Mário Centeno.

Em 2019, o PS venceu as legislativas de 06 de outubro com 36,34% dos votos (correspondentes a 108 deputados) e formou um Governo minoritário, enquanto o PSD ficou em segundo lugar com 27,76% (79 deputados).

O ‘chumbo’ do Orçamento do Estado para 2022 levou à marcação de eleições antecipadas para 30 de janeiro, encurtando em quase dois anos a legislatura.

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