A notícia foi avançada pelo jornal Público, dando conta da saída do gestor cultural que foi presidente do Conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II até 2016, e anteriormente presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC).

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério da Cultura indicou que Miguel Honrado "transmitiu à ministra da Cultura, Graça Fonseca, que irá renunciar ao mandato no final do ano" 2019.

O Expresso, que também noticiou a saída de Miguel Honrado do CCB, indicou que irá substituir António Mega Ferreira na Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML).

Em declarações ao Público, Miguel Honrado justificou: "Não me revejo na orientação do projeto do CCB”, e confirmou que assumirá a liderança na OML, mas não deu mais esclarecimentos.

O seu nome só deverá ser oficializado no próximo dia 17, na assembleia-geral da OML.

Embora o gestor tenha entrado em março para o lugar de vogal de Luísa Taveira, que detinha a área da programação, foram-lhe entregues as pastas da comunicação e do mecenato cultural.

Em março, como novo vogal do Conselho de Administração do CCB, Miguel Honrado tinha afirmado à Lusa que pretendia "dar um contributo para consolidar" o papel da entidade "como referência nas artes performativas e plásticas".

Disse ainda que, com o projeto que tem sido desenvolvido nos últimos anos, no CCB, "estão reunidas as condições para continuar a trabalhar no sentido de consolidar este centro de referência no panorama cultural português, em Lisboa e [a nível] internacional".

Miguel Honrado foi presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, até 2016, de onde saiu em abril desse ano para assumir o cargo de secretário de Estado da Cultura, com Luís Filipe Castro Mendes como ministro da Cultura.

Miguel Honrado, licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com uma pós-graduação em Curadoria e Organização de Exposições pela Escola Superior de Belas Artes/Fundação Calouste Gulbenkian, trabalhou desde 1989 na área da produção e gestão cultural.

Interveio em projetos culturais como o Festival Europália e nas programações culturais da Exposição Universal de Sevilha 92, da Exposição Mundial de Lisboa 98 e de Lisboa Capital Europeia da Cultura, em 1994.

Esteve integrado, e depois coordenou, a equipa do Departamento de Dança do Instituto Português das Artes do Espetáculo (IPAE), entre 1999 e 2002. Foi, de 2003 a 2006, diretor artístico do Teatro Viriato, em Viseu. Em 2007, tornou-se presidente da EGEAC, a empresa que gere os equipamentos culturais de Lisboa, e ocupava, desde 01 de janeiro de 2015, o cargo de presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II, até à saída para o Governo.

É, desde 2003, professor convidado da Universidade Lusófona, responsável pelo seminário de Políticas Culturais, integrado no Mestrado em Gestão Cultural, e foi, entre 2006 e 2012, professor assistente da Escola Superior de Teatro e Cinema.

Entre 2005 e 2007, presidiu à IRIS - Associação Sul Europeia para a Criação Contemporânea e é, desde 2012, membro do Conselho Consultivo do Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência – Descobrir.

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