“O contratorpedeiro foi avisado com antecedência sobre o possível uso de armas em caso de violação da fronteira estatal da Rússia. Não reagiu ao aviso”, alegou o Ministério da Defesa russo, citado pela agência Interfax, informando que um avião Su-24 e um “navio de patrulha fronteiriça” dispararam “tiros de advertência”.

Após os disparos, o navio de guerra britânico deixou a área e o incidente não teve mais desenvolvimentos.

Segundo a informação disponibilizada pelo ministério russo, um navio de patrulha da armada russa efetuou os primeiros dois disparos de aviso e poucos minutos depois o aparelho Su-24M lançou quatro bombas OFAB-250 numa área em frente ao navio de guerra britânico.

“Às 12:23 horas locais (10:23 hora de Lisboa), as ações conjuntas da frota do mar Negro e das tropas da guarda fronteiriça acabaram com a violação da fronteira estatal russa pelo contratorpedeiro HMS Defender, que se retirou das águas territoriais russas”, acrescentou o ministério russo.

Na sequência deste incidente, o Ministério da Defesa russo convocou o adido militar da embaixada do Reino Unido na Rússia.

O incidente relatado por Moscovo ocorreu perto do Cabo Fiolent, a sul da península ucraniana da Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014, numa ação fortemente condenada pelo Ocidente.

No passado dia 14 de junho, Moscovo informou que a Marinha russa tinha iniciado a monitorização dos movimentos do contratorpedeiro britânico Defender e da fragata Everton da Armada holandesa, após a respetiva entrada nas águas do mar Negro.

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