Escrita pelo ator, dramaturgo e compositor britânico Noël Coward (1899-1973) em 1930, “Vidas íntimas” foi o mais duradouro sucesso da crítica e de bilheteira do autor.

Casais que não são felizes juntos nem separados fazem também parte da trama desta peça que o autor escreveu em três dias.

Estreada em outubro último, em Vila Real, “Vidas íntimas” esteve em digressão por 11 distritos portugueses terminando agora a carreira no Pequeno Auditório do CCB.

Com encenação de Jorge Silva Melo, trata-se de uma coprodução com o Teatro Nacional São João, no Porto, onde esteve em cena de 14 de novembro a 01 de dezembro últimos.

Com ação passada em França, “Vidas Íntimas” gira em torno do recém-divorciado casal Amanda e Elyot.

Depois de um breve noivado, Elyot casa-se com Sybil e estão em lua-de-mel, enquanto na suite ao lado Amanda e Victor começam uma nova vida.

“Uma das mais cruéis análises das relações matrimoniais”, é como Jorge Silva Melo considera esta peça, na qual “sob a doçura de uma primavera na Côte d'Azur, quanto veneno, quanta maldade e quanto amor perdido” se escondem.

Guarda, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Braga, Setúbal, Santarém contam-se entre as localidades dos 11 distritos onde a peça foi representada desde a estreia, em outubro.

Com tradução de Miguel Esteves Cardoso, tem interpretações de Rúben Gomes, Rita Durão, Tiago Matias, Vânia Rodrigues, Isabel Muñoz, cenário e figurinos de Rita Lopes Alves e José Manuel Reis, e luz de Pedro Domingos.

“Private Lives”, no original, estreou-se, em 1930, no Phoenix Theatre, em Londres, sob a direção do autor, depois de uma digressão pela Grã-Bretanha.

No elenco pontuava então Noël Coward, Gertrude Lawrence, Adrianne Allen e Laurence Olivier. Em 1931, a peça teve estreia no Broadway, em Nova Iorque. Desde então, foi interpretada por atores como Tallulah Bankhead, Maggie Smith-Robert Stephens, Elizabeth Taylor e Richard Burton, Alan Rickman, Matthew Macfadyen, Lindsay Duncan e Kim Cattrall.

Segundo os Artistas Unidos, em Portugal, “Vidas Privadas”, numa tradução de Francisco Mata, estreou-se no Teatro Avenida, em Lisboa, em 1947, numa encenação de Maria Matos, com cenografia de Pinto de Campos e interpretação de Madalena Sotto, Barreto Poeira, Maria Helena e Barroso Lopes.

No CCB, a peça voltará ao palco na quinta e sexta-feira e no sábado, às 21:00, e no domingo (dia 08), às 16:00.

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