A agência internacional de notícias Associated Press (AP) despediu na segunda-feira James LaPorta, o jornalista que noticiou que o míssil que caiu na Polónia, a 15 de novembro, e que resultou na morte de duas pessoas e que causou agitação do contexto internacional mundial, uma vez que este país é membro da NATO, tinham sido disparados pela Rússia.

Aquando do incidente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que o projétil foi lançado pela Rússia, mas investigações posteriores indicaram que poderá tratar-se de um míssil de defesa antiaérea disparado pelas forças ucranianas e que se desviou da rota.

James LaPorta, repórter de segurança nacional, foi demitido depois de uma investigação interna, por ter publicado esta notícia com base em fontes que terão pedido anonimato e que se revelaram erradas, com grave consequências nas relações internacionais. A AP afirma mesmo que este acontecimento está a levar a agência a rever os seus padrões para a utilização de fontes anónimas. Neste caso, as informações que estiveram na origem da notícia foram atribuídas a um “alto funcionário da inteligência dos EUA”, que não terá sido identificado devido à natureza delicada da situação.

“Revemos todos os erros flagrantes cometidos”, disse Julie Pace, vice-presidente sénior e editora executiva da AP, sobre o erro cometido pelo jornalista da agência. “Levamos os nossos padrões muito a sério. Se não vivermos de acordo com os nossos padrões, não temos escolha a não ser agir. Confiar na AP e confiar no nosso relatório é fundamental.”

LaPorta, que trabalhava na AP desde 2020, disse na terça-feira que “adoraria comentar oficialmente, mas recebi ordens da AP para não comentar”.

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