António Costa recusou comentar concretamente o voto negativo de hoje à comissária indicada pela França, Sylvie Goulard, sublinhando que o importante é que o problema possa ser ultrapassado “de forma a que a Comissão possa entrar em funções no calendário previsto”, que é 01 de novembro próximo.

Mas, com o calendário apertado de audições e votações e três candidatos ‘chumbados’, o que obriga à apresentação de novos nomes pelos respetivos governos, as hipóteses de o processo se arrastar são admitidas por vários especialistas.

Um tal cenário, afirmou Costa, “seria fator de preocupação”.

“Espero que [o processo] não se arraste. […] Espero que haja também uma resposta rápida e que se possa ultrapassar. É muito importante que a transição entre comissões se faça normalmente”, disse.

António Costa falava em conferência de imprensa conjunta com o presidente eleito do Conselho Europeu, o liberal belga Charles Michel, que se escusou a qualquer comentário.

“Tomei conhecimento hoje da votação, mas, na minha posição de presidente eleito do Conselho, não quero pronunciar-me sobre um processo que compete institucionalmente ao PE”, disse Charles Michel.

O Parlamento Europeu rejeitou hoje a nomeação de Sylvie Goulard como comissária europeia do Mercado Interno no futuro executivo de Ursula Von der Leyen, com 82 votos contra, 29 a favor e uma abstenção.

A votação representa um duro revés para Von der Leyen, que já tinha visto a comissão parlamentar de Assuntos Jurídicos vetar a nomeação do húngaro László Trócsányi (Vizinhança e Alargamento) e da romena Rovana Plumb (Transportes).

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