"Vou renunciar na manhã de segunda-feira, durante a reunião do partido. Vou renunciar ao cargo de líder do Partido Nacional e de vice-primeiro-ministro da Austrália", anunciou em conferência de imprensa.

O vice-primeiro-ministro australiano Barnaby Joyce — um conservador católico que fez campanha na base da defesa dos valores familiares, e que era casado há 24 anos — divorciou-se e vai ser pai de uma criança, fruto de um relacionamento extra-conjugal com uma funcionária do gabinete de imprensa, Vikki Campion, de 33 anos.

Joyce, de 50 anos, é também é acusado de ter contornado as regras do governo ao nomeá-la para um gabinete ministerial.

O Partido Nacional é um dos pilares da coligação conservadora formada com o Partido Liberal do primeiro-ministro, Malcolm Turnbull.

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O escândalo levou Malcolm Turnbull a proibir os seus ministro e colaboradores de manter relações sexuais entre si.

"Em 2018 não é aceitável que um ministro tenha relações sexuais com alguém que trabalha para si. É uma prática de trabalho muito má e todos sabemos o que resulta disso. Os ministros, independentemente de serem solteiros ou casados, não devem ter relações sexuais com funcionários. Fazê-lo constitui uma violação de boas práticas".

A adensar o escândalo está ainda a possibilidade de Joyce ter aceitado favores do empresário Greg Maguire. Em causa está se o vice-primeiro-ministro quebrou a lei que impede os ministros de pedir favores.

Segundo Joyce, Greg Maguire abordou-o para oferecer ajuda na sequência do divórcio, nomeadamente disponibilizando-lhe um sítio para ficar sem quaisquer encargos. Já o empresário tem outra versão, e diz que foi abordado por Joyce e que este se ofereceu inclusivamente para pagar.

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