“A autoridade marítima está perfeitamente preparada e reforçada para fazer o seu trabalho de coordenação daquilo que tem sido ao longo dos anos, que tem a ver precisamente com garantir, por quem usa as nossas praias, a maior segurança possível”, disse Jorge Seguro Sanches.

O governante falava à agência Lusa no final de uma reunião de trabalho da Autoridade Marítima Nacional, na Capitania do Porto de Sines, no distrito de Setúbal, para preparação da época balnear deste ano, que abre no próximo sábado com novas regras no acesso às praias, devido à pandemia de covid-19.

“Fizemos avaliações ao nível daquilo que tem a ver com os nadadores-salvadores, é um processo que funciona entre os concessionários e os nadadores-salvadores e que tem funcionado dentro da normalidade, apesar da dificuldade porque é um ano em que não houve cursos, mas há mais de sete mil inscritos que podem ser utilizados”, explicou.

Na reunião, que contou com a participação, por videochamada, do Almirante da Autoridade Marítima Nacional, do vice-almirante diretor-geral e dos capitães de porto das 28 capitanias do continente e das regiões autónomas, foi ainda avaliada a preparação dos meios “para garantir que a praia seja o mais segura possível”.

“Houve um reforço daquilo que tem a ver com o pessoal de apoio da Marinha. Neste caso, foi mais do dobro do que no ano passado, precisamente, para que numa situação em que as pessoas vão procurar praias, que não são vigiadas, o acompanhamento da AMN seja o mais próxima possível no sentido de aconselhar e no sentido pedagógico”, acrescentou.

O secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional defendeu ser importante “a sensibilização e a autorregulação de cada um que vai à praia”, afastando a ideia de que se pode ter um polícia por cada banhista nas praias de norte a sul do país.

Questionado sobre a forma como vai ser feito o reforço e a fiscalização da costa, o governante esclareceu que a Autoridade Marítima Nacional vai “trabalhar no sentido de que as pessoas não só sejam o mais sensibilizadas possível em relação às praias que devem frequentar, aquelas com menos lotação, mas também com a sensibilização dos banhistas”.

“Quer ao nível das embarcações, que já existiam, mas também ao nível humano, com o reforço de 170 militares da Marinha que vão apoiar as ações da Autoridade Marítima Nacional”, referiu.

“O ano passado eram cerca de 80 e este ano são cerca de 170, sendo uma garantia de que haverá uma presença e para que todos nos sintamos mais seguros, nomeadamente nas praias que não são vigiadas”, frisou.

De acordo com o vice-almirante e diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, Luis Sousa Pereira, para fazer face à salvaguarda da saúde pública, devido à pandemia de covid-19, duplicou o número de pessoas, com mais meios cedidos pela Marinha, que vão vigiar as praias durante a época balnear.

“O nosso dispositivo foi reforçado com mais meios da Marinha”. “Duplicamos o número de pessoas que vai estar nas praias a reforçar quer a vigilância apeada, quer a vigilância motorizada, e estamos a organizar o dispositivo para dar resposta a esta nova variável”, concluiu.

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