A petição para o fim das portagens no troço da A1 entre Alverca do Ribatejo e Vila Franca de Xira deu entrada na Assembleia da República em junho de 2016 e foi promovida pela comissão de utentes constituída para o efeito, justificando para tal os problemas de mobilidade e circulação no município.

Para o Bloco de Esquerda (BE), “não é uma decisão sensata abolir pura e simplesmente as portagens sem tratar do efeito que isso pode gerar do ponto de vista do congestionamento de uma estrada que tem perfil de autoestrada”.

Apontando que o transporte ferroviário está sobrelotado, o deputado Heitor de Sousa defendeu a “necessidade de garantir um corredor de circulação de transportes coletivos nessa via de autoestrada”, com prejuízo de “passar o problema da N10 para a A1”.

“Estando o Bloco de acordo com a ideia e o princípio, achamos que deve haver um plano de mobilidade e de circulação específico para cuidar da circulação de transportes públicos, e para evitar o sobre congestionamento de uma estrada que tem perfil de autoestrada”, afirmou.

Tomando a palavra de seguida, o CDS-PP considerou “justa a pretensão”, mas puxou do princípio da igualdade para descartar a ideia.

“Vamos dar apenas a uma população um benefício e não às outras? Eu acho que ficava bem se pudéssemos todos encontrar um novo modelo de equidade, equilibrado para o país inteiro”, apontou Hélder Amaral.

Segundo o deputado, o CDS-PP está, então, “disponível para discutir um novo modelo de financiamento das PPP”, e está também disponível para discutir como é que é possível “suportar essa despesa assumida pelo Estado, de forma a ser equilibrada, equitativa e com o princípio da igualdade”.

O PEV lembrou que o concelho de Vila Franca de Xira é habitado por mais de 136 mil pessoas, e referiu que a mobilidade desta população “se torna cada vez mais difícil e sem alternativa que não seja pela própria A1, portajada”.

A única alternativa, referiu o deputado José Luís Ferreira, seria a Estrada Nacional 1, que se encontra “absolutamente congestionada, com particular incidência nas chamadas horas de ponta”.

“A abolição das portagens em Alverca do Ribatejo e Vila Franca de Xira torna-se assim urgente para que a mobilidade das populações, a circulação de veículos, mas também a qualidade ambiental dentro destas localidades que são atravessadas pela nacional 10, sejam melhoradas”, considerou.

Além da abolição das portagens, Os Verdes pedem também ao Governo que “proceda à construção dos nós de acesso à A1 no Sobralinho e a partir da estrada dos Caniços, em Vialonga”.

Para o PCP, “é de elementar justiça que se cumpra, finalmente, esta legítima aspiração, deixar de haver portagens na A1 em todo o concelho de Vila Franca de Xira”, e que os transportes públicos sejam reforçados e melhorados.

Maria de Luz Rosinha, do PS, apontou que “no âmbito do Programa Nacional de Investimentos, o Governo contemplou um conjunto de intervenções que se destinam, desde logo, a melhorar a mobilidade na zona norte de Lisboa”.

“Dirão que não basta, mas em bom rigor é já um grande passo de um caminho que é preciso continuar a fazer”, vincou.

Já o PSD manifestou ter “enormes esperanças que este tema das acessibilidades e mobilidade em Vila Franca de Xira se resolvam de forma urgente e, como tal, seja uma realidade a abolição das portagens em Alverca e Vila Franca de Xira”.

“Caso não seja concretizado este desígnio, só podemos concluir que mais uma vez a geringonça está a mentir aos portugueses, neste caso particular aos cidadãos de Vila Franca de Xira”, assinalou o social-democrata Carlos Silva.

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