Os outros três partidos concentram-se nos problemas registados na Linha Verde do Metro com a diminuição para três carruagens, recomendando ao Governo a reposição para pelo menos quatro carruagens e o rápido arranque das obras na estação de Arroios para que o metro possa vir a circular com seis carruagens.

O projeto de resolução do PSD responsabiliza o atual Governo pela degradação da qualidade do serviço público de transportes, considerando que esta decorre “em grande medida dos incompreensíveis e violentos cortes verificados ao nível do investimento público em 2016”.

Os sociais-democratas pedem ao Governo que reverta a decisão anunciada pela administração do Metro no final de março de diminuir para metade a frequência dos comboios da Linha Azul que servem as estações localizadas na Amadora (Alfornelos, Amadora Este e Reboleira).

O PSD recomenda, assim, ao Governo que dê orientações à administração do Metro para que “reponha a normalidade na Linha Azul, aumentando para o dobro a frequência dos comboios” a terminar na estação final da Reboleira.

Já o Partido Ecologista “Os Verdes”, que marcou o agendamento do debate, centra-se nos problemas da Linha Verde, que desde fevereiro de 2012 sofreu uma diminuição de quatro para três carruagens, “por pretensos motivos de adequação da oferta à procura do serviço, o que de imediato se comprovou ser falso”.

Salientando que esta é uma das linhas “com mais utilizadores”, o PEV recomenda ao Governo que inicie as obras na estação de Arroios “no mais curto espaço de tempo” e que, até lá, reponha as quatro carruagens na Linha Verde.

No mesmo sentido, o Bloco de Esquerda acusa o anterior Governo PSD/CDS-PP de ter procedido a “um enorme desinvestimento no transporte público coletivo o que levou a uma enorme degradação do serviço”.

No seu projeto, os bloquistas recomendam ao Governo que, em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Carris, reforce as carreiras da Carris na zona de Arroios, com o objetivo de cobrir as falhas geradas pelo período de obras de requalificação da estação de metro.

O BE pede ainda a “contratação imediata” dos trinta maquinistas prometidos pela administração do Metro em 2016 e a revisão imediata dos quadros de pessoal da empresa, em particular na área da manutenção.

Também o Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) alerta que o Metropolitano de Lisboa está atualmente “muito longe de responder às necessidades dos seus utilizadores” e recomenda igualmente ao Governo a “reposição imediata da quarta carruagem” em todos os comboios da Linha Verde e a rápida realização do concurso com vista às obras na estação de Arroios.

A estação de Arroios do Metropolitano de Lisboa encerra a 19 de julho durante 18 meses para obras que vão permitir o funcionamento de comboios com seis carruagens na Linha Verde e custarão mais de sete milhões de euros, de acordo com o Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede do Metropolitano de Lisboa hoje anunciado.

Segundo o mesmo plano, o Metropolitano de Lisboa vai ter mais duas estações até 2022 - Estrela e Santos —, estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

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