Kouchner, que integrou governos de esquerda e de direita em França - "muitos de esquerda e poucos de direita", frisou - "acredita firmemente" que o novo Presidente francês, Emmanuel Macron, vai conseguir ir além da esfera partidária, em nome do bem do país, como prometeu.

"Acredito no que ele faz, acredito num governo misto como o dele, não apenas com o mesmo número de homens e mulheres, mas também com gente de esquerda, de direita e do centro. É isso que é preciso", disse à Lusa à margem das Conferências do Estoril.

Para o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros (2007-2010), Macron representa "o regresso da visão francesa do mundo" e "uma abordagem da política externa do interesse da Europa", "um novo sentido, uma nova visão do mundo", que "é formidável".

Sobre o acordo parlamentar da esquerda portuguesa, Bernard Kouchner considera um desenvolvimento "muito bom", "muito positivo".

"Pensar no interesse nacional, nas mudanças no mundo, na globalização ou mundialização. Sou muito favorável ao que aconteceu em Portugal", disse.

França, Portugal e outros países europeus seguem cada um "o seu caminho", que deve ser completado com "uma abordagem comum da União Europeia", defendeu.

"Tem de haver uma abordagem comum da UE, um tipo de governo comum. Macron propõe uma zona euro, com uma economia da zona euro e com mais responsabilidades assumidas em comum. Pelo menos isso. Se conseguirmos uma atitude mais aberta, mais europeia, representaremos uma esperança no mundo", afirmou.

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