Num comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) afirma que é “contra a obrigatoriedade do uso do capacete dado que constitui um evidente desincentivo ao uso da bicicleta para curtas deslocações e a baixa velocidade”.

“Considera-se que os utilizadores de bicicleta devem poder optar livremente e em consciência em função do percurso e da sua própria perceção do perigo, quanto à necessidade ou não do uso do capacete”, lê-se no documento.

Referindo-se ao “considerável investimento” de alguns municípios para a promoção dos Sistemas de Bicicleta de Uso Partilhado, a Federação frisa que “uma eventual obrigatoriedade de uso do capacete ou outros equipamentos de proteção não é exequível na utilização dos sistemas de bicicleta partilhados”.

Aquela Federação considera, também, que o PENSE 2020 “contém medidas incoerentes e incongruentes” na perspetiva da sustentabilidade das cidades, porque “demonstra desinteresse pelas medidas de intervenção ao nível do desenho e adaptação do espaço urbano”.

Além disso, “marginaliza um meio de transporte não poluente com vantagens evidentes para a saúde pública” e “contribui para uma visão excessivamente centrada no automóvel”.

“Esta abordagem vertida no Plano Estratégico é (…) altamente penalizadora para o uso da bicicleta e contraproducente para a segurança rodoviária”, lê-se no comunicado.

Por tudo isso, a FPCUB vai associar o evento anual “Inicie o ano a pedalar”, que se realiza domingo, em Lisboa, à “defesa da promoção da bicicleta e seus utilizadores”.

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