"É o primeiro passo para, talvez, colocarmos esta política em prática no Brasil", disse o Presidente, citado pela agência de informação financeira Bloomberg, em declarações à margem de uma conferência em Riade, Arábia Saudita.

Aderindo ao cartel petrolífero, o Brasil torna-se o terceiro maior produtor do grupo, que inclui também os lusófonos Angola e Guiné Equatorial, afetados pela descida do preço do petróleo desde 2014, que desequilibrou as contas públicas destes países altamente dependentes da exportação desta matéria-prima.

Nas declarações aos jornalistas, já depois de reuniões com altos representantes sauditas, incluindo o príncipe Mohammed Bin Salman, Bolsonaro explicou que precisa de reunir-se com os seus conselheiros económicos e com o ministro da Energia brasileiro, mas na intervenção na conferência, adiantou que estava ansioso por aderir ao grupo.

O Brasil será o terceiro maior produtor do grupo, a seguir à Arábia Saudita e ao Irão, mas deverá ter de concordar com os cortes de produção acertados entre os produtores, que estão em vigor até março de 2020 e que deverão prolongar-se por tempo indeterminado, reduzindo assim a margem de progressão da produção petrolífera brasileira, que deverá atingir quase 3 milhões de barris diários ainda este ano.

No ano passado, a média deste país, que tem mais reservas que vários dos atuais membros da OPEP, foi de 2,71 milhões de barris por dia, segundo a Agência Internacional de Energia, e a meta aponta para 3,22 milhões em 2020, sendo que já em agosto o Brasil registou uma produção recorde de 3,1 milhões de barris.

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