“A UE tem de fazer algo mais do que garantir a paz entre os europeus, tem de ser um ator no mundo, que pode contribuir para melhorá-lo”, sustentou Josep Borrell no encerramento do primeiro Fórum de Defesa e Segurança Schumann, que decorreu no edifício do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Na ótica do chefe da diplomacia europeia, os Estados-membros do bloco comunitário têm “de assumir as suas responsabilidades e isso significa que a defesa europeia tem de ser mais forte”.

Nos últimos 12 meses, a UE esteve com as atenções voltadas para a invasão da Federação Russa à Ucrânia, mas Josep Borrell acrescentou que, em simultâneo, o bloco está a intervir em outras frentes, nomeadamente em África, ao abrigo do Mecanismo Europeu para a Paz.

“Estamos a trabalhar para começar as entregas aos parceiros africanos nos próximos meses, nomeadamente no Níger, com munições para helicópteros, e na Somália, com munições para treino”, acrescentou o alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Segurança.

Borrell deu igualmente o exemplo de Moçambique, onde a UE está a ajudar os militares com missões de treino e com equipamentos na região de Cabo Delgado, que tem enfrentado pilhagens e massacres perpetrados por forças leais ao grupo extremista islâmico Al-Shabab.

“Não podemos estar lá fisicamente”, mas a UE está a apoiar o país e as Forças Armadas, sublinhou.

O Fórum de Defesa e Segurança Schumann teve este ano a sua primeira edição, um evento que o chefe da diplomacia europeia quer tornar regular, de dois em dois anos.

Contudo, face às circunstâncias atuais de mundo que, segundo frisou o alto-representante, “não é o mundo de 1945 ou do fim do último século”, Borrell sugeriu outro evento no final do ano: “Antes do final do meu mandato.”

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