O promotor do hotel ficará obrigado a construir, a suas expensas, o novo quartel da corporação, que será edificado num terreno na freguesia de S. Paio de Arcos, cedido pelo município.

Na reunião de hoje, o executivo foi chamado a votar uma "excecionalidade" que permite um volume de construção que ultrapassa as "altimetrias" predominantes do edificado envolvente, o que contraria o Código Regulamentar do município de Braga.

No entanto, e ainda segundo o mesmo código, a câmara pode, por "deliberação fundamentada", excecionalmente aceitar esse volume de construção.

A excecionalidade foi hoje aprovada, pelo que o processo tem luz verde para avançar.

Em causa está a construção de um hotel com 36 quartos, com quatro pisos acima da cota soleira, mais um de garagem.

O presidente da câmara, Ricardo Rio, lembrou que esta é, desde logo, uma oportunidade para resolver o problema das instalações dos Bombeiros Voluntários, que são exíguas e não têm condições para acolher o corpo ativo feminino.

Além disso, a obra servirá também para dignificar o largo fronteiro ao quartel, que foi o antigo fórum da cidade e que neste momento está transformado num parque de estacionamento para as viaturas dos "Voluntários".

"É uma solução boa para todas as partes", referiu o autarca, sublinhando que o novo quartel poderá custar 1,5 milhões de euros e será pago pelo promotor do hotel.

O vereador do PS Artur Feio lembrou que se trata de uma zona "sensível" em termos arqueológicos, pelo que considerou que antes de qualquer parecer deveriam ser feitas sondagens arqueológicas.

"Se for viável, se das sondagens não resultar qualquer problema para o avanço da obra, não temos nada a opor", referiu.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, admitiu que se trata de uma "excelente oportunidade" para resolver o problema da deslocalização do quartel dos bombeiros e para dignificar aquela área da cidade, mas defendeu que seria "mais adequado" que no local fosse edificado um espaço "público de uso coletivo".

Disse ainda que o hotel terá "mais do dobro" da altura do atual quartel e que a excecionalidade hoje aprovada não passa de um mecanismo para "contornar" o regulamento do Centro Histórico.

O projeto conta com um parecer positivo condicionado da Direção-Regional de Cultura do Norte, que exige sondagens arqueológicas, a preservação das fachadas e uma solução arquitetónica "mais contida e tradicional", que evite "grandes contrastes e roturas" com o edifício existente.

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