"Anunciamos que o grupo de pessoas que entrou violentamente na nossa Embaixada em Brasília abandonou o nosso território e instalações, de maneira pacífica, por gestão das autoridades. Agradecemos aos movimentos sociais brasileiros pelo seu apoio corajoso", declarou na rede social Twitter o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

A saída do grupo, que se encontrava na embaixada venezuelana na capital brasileira desde a madrugada de hoje, foi acompanhada por escolta da Polícia Militar do Distrito Federal.

A invasão da embaixada aconteceu no primeiro dia da cimeira do Brics (bloco formado pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), em Brasília.

Pela manhã, a advogada María Teresa Belandria Expósito, indicada por Juan Guaidó como embaixadora e reconhecida pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse, em comunicado, que um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela a contactou para entregar a embaixada.

"Um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela no Brasil entrou em contacto connosco para nos informar que reconhecem o Presidente Juan Guaidó. Eles começaram a abrir as portas e entregar voluntariamente a sede diplomática à representação legitimamente credenciada no Brasil", informa a nota.

Porém, esta tese não foi defendida pelo encarregado de negócios da Venezuela no Brasil, Freddy Meregote, que divulgou um vídeo negando que funcionários da embaixada tenham permitido a entrada do grupo.

O deputado federal Paulo Pimenta, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara baixa parlamentar, conseguiu entrar na Embaixada da Venezuela em Brasília na manhã de hoje, tendo constatado a presença de brasileiros no grupo que invadiu o edifício venezuelano, acrescentando que os funcionários daquela embaixada teriam sido assediados por apoiantes do líder da assembleia venezuelana e pelo Governo brasileiro.

Horas depois, o executivo brasileiro informou, em comunicado, que não tomou conhecimento nem incentivou a invasão em causa.

"Como sempre, há indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade. O Presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da embaixada da Venezuela por partidários do sr. Juan Guaidó", refere a nota do Gabinete de Segurança Institucional

Em 2019, o chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, reconheceu Juan Guaidó como Presidente da Venezuela e recebeu a carta credencial de María Teresa Belandria Expósito, nomeada embaixadora no Brasil por Guaidó.

O edifício da embaixada da Venezuela no Brasil, porém, continuou a ser administrado por pessoas nomeadas pelo Governo do Presidente Nicolás Maduro.

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