“Estou frustrada, vou sair! Já escrevi a minha carta de demissão e vou enviá-la nos próximos dias”, afirmou Carla Del Ponte numa entrevista hoje publicada no jornal suíço Blick.

A Comissão de inquérito independente da ONU foi criada em agosto de 2011 pelo Conselho dos Direitos Humanos alguns meses depois do início do conflito sírio, tendo Carla Del Ponte sido integrada na mesma em setembro de 2012.

Presidida pelo brasileiro Paulo Pinheiro, a comissão já emitiu numerosos relatórios mas nunca foi autorizada por Damasco a deslocar-se à Síria.

“Não posso estar mais nesta Comissão”, explicou a antiga procuradora, acusando os membros do Conselho de Segurança “de não quererem estabelecer a justiça”.

Desencadeado em março de 2011 pela repressão de manifestações pró-democracia e opondo inicialmente o Exército e os rebeldes, o conflito na Síria complicou-se ao longo dos anos com o envolvimento de atores regionais, de potências estrangeiras e de grupos de ‘jihadistas, num território cada vez mais fragmentado.

O conflito já provocou mais de 330.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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