Segundo avança o Jornal de Notícias, os integrantes da equipa da ambulância dos bombeiros do Beato que foi chamada para assistir Carlos Amaral Dias não fizeram as comunicações devidas ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) nem ao Dispositivo Integrado e Permanente de Emergência Pré-Hospitalar de Lisboa (DIPEPH), isto apesar de se encontrarem retidos durante uma hora num veículo avariado.
Como resultado desse atraso, o psicanalista terá entrado em paragem cardiorespiratória, morrendo a caminho do Hospital de São José noutra ambulância.
Indica também o JN que o INEM apurou que um dos tripulantes não tinha a formação obrigatória e que o veículo não tinha desfibrilhador, apesar de ser obrigatório.
Já tinha sido anunciado no passado dia 17 que o INEM sabia dos resultados do inquérito, mas agora vieram a público estes detalhes.
De acordo com um comunicado do INEM, além dos processos aos dois trabalhadores e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Beato e Penha de França, um por incumprimento da lei relacionada com uso de desfibrilhadores e outro por incumprimento do Regulamento do Transporte de Doentes, o INEM enviou cópias do documento a quatro entidades.

Foram enviadas cópias do relatório final ao Ministério Público, à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e ao Ministério da Saúde.

A chamada a pedir assistência para Carlos Amaral Dias, com dificuldades respiratórias, foi feita para o número de emergência (112) e transferida para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM. Na altura foi noticiado que o socorro demorou duas horas a chegar.

O INEM disse em comunicado que foram “apuradas situações anómalas durante a assistência ao doente, nomeadamente o facto de durante cerca de uma hora, o CODU e o Dispositivo Integrado e Permanente de Emergência Pré-Hospitalar de Lisboa (DIPEPH) não terem recebido qualquer informação sobre a ocorrência”.

No comunicado, o INEM anuncia ainda que irá reforçar o controlo sobre as atividades de transporte de doentes e de DAE (Desfibrilhação Automática Externa), “nomeadamente através do incremento das ações de fiscalização e auditoria a estes processos”, e que “Irá ainda reforçar a oferta formativa destinada aos corpos de bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa, parceiros no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)”.

E avisa que as medidas serão implementadas sem prejuízo de medidas adicionais que, entretanto, as várias entidades às quais o INEM remeteu cópia do relatório final determinem no âmbito das suas competências específicas.

No comunicado o INEM salienta que o caso foi uma exceção e garante que a população pode confiar no Sistema Integrado de Emergência Médica.

Nascido em Coimbra, a 26 de agosto de 1946, Carlos Amaral Dias era professor catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, escola em que se doutorou após a licenciatura em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e vice-presidente da Academia Internacional de Psicologia.

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