Numa nota envidada às redações, a porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia, afirma que “houve tempo para preparar o regresso às aulas em segurança”, mas “seis meses passados do início da pandemia, os problemas que se antecipam vão uma vez mais ser respondidos com base no improviso e na boa vontade de quem está no terreno”.

No arranque do novo ano letivo, “o desnorte do Ministério da Educação levou, inclusivamente, a recusar a agrupamentos escolares a implementação do regime misto de desdobramento de horários entre aulas presenciais e não presenciais”, refere.

Para a centrista, “esta limitação à autonomia das escolas que querem responder preventivamente aos desafios do momento é inaceitável”.

“Sem prévia organização de aulas não presenciais não estão garantidos os direitos de alunos, professores e funcionários que não possam ir fisicamente à escola. A igualdade de acesso ao ensino e ao trabalho é neste momento uma miragem”, salienta.

Na mensagem, Cecília Anacoreta Correia defende que “são muitos os aspetos que inquietam a comunidade escolar” e indica que acompanha “as famílias, os professores, alunos, autarquias e todos quantos neste dia de regresso às aulas se sentem com mais dúvidas do que informação”.

“E nesse sentido, o CDS apela ao Ministério da Educação para que tenha uma intervenção mais assertiva e preventiva, para tranquilizar esta fase importante de recomeço do ano letivo”, afirma.

A porta-voz assinala também que “não está cumprida” a promessa do Governo de “meios informáticos e acesso à internet para todos”, um “investimento de cerca de 400 milhões de euros”.

Para o CDS, o executivo liderado pelo socialista António Costa também “nem sequer acautelou uma organização da vida escolar que responda equilibradamente à necessidade de segurança mas também às de atividade física e de relacionamento social no seio da escola”.

“Exemplo disso é o facto de dentro das salas de aula as turmas estarem completas e os intervalos reduzidos mas os mesmos alunos estarem privados de desportos coletivos e sujeitos a um distanciamento físico de três metros nas aulas de educação física”, assinala.

No leque de críticas à gestão do arranque das aulas, Cecília Anacoreta Correia considera ainda “incompreensível que os alunos com necessidades educativas especiais continuem deixados à sua sorte, apesar dos esforços das escolas, bem como a teimosia do Governo em não permitir a medição da temperatura à entrada das escolas, como o CDS propôs”.

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