De acordo com o autarca, esta situação ocorreu no sábado à noite quando um grupo de pessoas tentou entrar “a todo o custo” nas instalações dos bombeiros daquela vila alentejana.

“Com as medidas de contenção (covid-19), os bombeiros antes de prestarem qualquer tipo de socorro têm de se preparar, com equipamento de proteção individual e demoram mais um bocado. Deveria ter sido acionado o 112, não pode ser assim, não podem ir ter ao quartel dos bombeiros", disse.

O autarca garantiu que “nunca esteve em causa” o socorro à criança, que apresenta “problemas congénitos”, sendo “normal” a mesma ser socorrida pelos bombeiros.

O presidente da Câmara de Monforte recordou ainda que em dezembro “ocorreu um episódio de idêntica natureza” no quartel dos bombeiros, bem como “há cerca de três semanas” no Centro de Saúde de Monforte.

Gonçalo Lagem acrescentou que já alertou o Presidente da República e o ministro da Administração Interna para os problemas de insegurança que estão a ocorrer em Monforte.

“Quer a câmara, quer todas as câmaras municipais onde há episódios destes, quer a GNR, são impotentes para resolver o problema, que não se resolve desta forma. O problema só se resolve se houver diretrizes corajosas de cima para baixo”, defendeu.

Para evitar no futuro mais episódios desta natureza, o autarca anunciou que o município vai avançar para a construção de uma vedação, com recurso a videovigilância, nas imediações do quartel dos bombeiros.

Apesar de classificar como “notável” a atuação da GNR naquele território, Gonçalo Lagem exige uma “visibilidade mais musculada” das forças de segurança, bem como “mais recursos” para o posto de Monforte.

“Tem de existir, de uma vez por todas e de cima para baixo, diretrizes e penalizações efetivas para quem prevarica e para quem não cumpre as regras do comum do cidadão, que paga os impostos, que vive do seu trabalho e quer paz e tranquilidade”, defendeu.

A Lusa contactou o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Portalegre da GNR, major David Pires, que referiu que têm sido registadas “situações pontuais” de insegurança em Monforte, considerando ainda não existirem casos para “alarmismos”.

“Os meios são balanceados, quer os das patrulhas territoriais, quer do destacamento de intervenção, que tem sempre equipas no distrito, muitas vezes direcionadas para o concelho de Monforte”, disse.

A GNR foi chamada ao quartel dos Bombeiros de Monforte, estando a proceder à identificação das pessoas envolvidas naquele episódio.

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