“A situação continua frágil e o nosso trabalho está longe de ser terminado e, por isso, apelo aos Estados-membros para que enviem com urgência guardas e equipamento para as operações da Guarda Costeira e de Fronteiras Europeia”, disse, em conferência de imprensa, o comissário europeu para a Migração e Assuntos Internos, Dimitris Avramopoulos.

Segundo um relatório hoje apresentado, apesar de se manterem abaixo dos números registados antes do acordo UE-Turquia, as chegadas de migrantes à Grécia através daquele país – por via marítima ou terrestre – têm registado uma tendência em alta desde março.

Um total de 9.349 pessoas chegaram às ilhas gregas desde o início do ano e 6.108 atravessaram a fronteira terrestre com a Turquia, sendo este último número nove vezes superior ao registado no mesmo período de 2017.

No Mediterrâneo Ocidental mantém-se uma tendência em alta, com 6.623 chegadas a Espanha desde janeiro (uma subida homóloga de 22%).

Nos primeiros meses de 2018, manteve-se a tendência em baixa nas chegadas de pessoas na rota do Mediterrâneo Central, com uma quebra de 77% face ao mesmo período de 2017.

No que respeita à rota dos Balcãs Ocidentais, registou-se um aumento recente nas movimentações através da Albânia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina.

A Frontex – Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira está a reforçar os controlos das fronteiras externas com 1.350 peritos destacados em todas as rotas migratórias.

No entanto, os meios da Frontex são menos de metade dos necessários, pelo que Bruxelas apelou aos Estados-membros para que enviem urgentemente os meios com os quais se comprometeram a reforçar os controlos das fronteiras.

Portugal já enviou os 47 agentes que se tinha comprometido em enviar, tendo ainda contribuído com meios – que o relatório não discrimina – para a reserva de equipamentos de reação rápida, que inclui navios de patrulha de costa e oceânicos, aviões, helicópteros, entre outros.

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