Uma “tragédia diante dos nossos olhos”, lamentou o presidente alemão no final de um encontro com o seu homólogo português, em Lisboa, considerando que o secretário-geral da ONU, António Guterres “está numa situação muito difícil”.

Steinmeier observou que “a ONU tem a força que os membros permitem”, numa alusão às diferenças de entendimento na comunidade internacional sobre a situação.

Entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, por exemplo, a Rússia apoia o regime sírio de Bashar al-Assad, enquanto os Estados Unidos têm ajudado os rebeldes.

“Não podemos lavar as mãos fingindo que não existe o que se passa na Síria”, disse o presidente português.

E estando “em causa um conjunto de valores essenciais”, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “a Europa não pode demitir-se dos seus valores, senão deixa de ser Europa”.

O chefe de Estado português assinalou que a expressão inferno utilizada por Guterres para descrever a situação na Síria “significa uma situação intolerável do ponto de vista dos direitos humanos, do respeito da dignidade da pessoa humana”, insistindo que “a Europa não é apenas um encontro económico, financeiro, geográfico é uma convergência de valores”.

O Conselho de Segurança aprovou no sábado uma resolução para a existência de um período de tréguas de 30 dias na Síria e o secretário-geral da ONU exigiu dois dias depois que ela fosse “aplicada imediatamente”.

Nem a resolução das Nações Unidas nem a trégua humanitária diária de cinco horas pedida pela Rússia na segunda-feira para permitir a entrada de ajuda ou a saída de civis da região de Ghouta oriental, perto de Damasco e uma das mais sacrificadas, têm sido cumpridas pelas partes.

A ONU disse hoje que enfrenta um bloqueamento quase total dos acessos humanitários as zonas em conflito na Síria, incluindo ao enclave rebelde de Ghouta oriental, apesar da resolução do Conselho de Segurança a exigir a abertura de corredores humanitários aprovada no último sábado.

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