Em carta dirigida ao presidente do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes, o republicano Trey Gowdy, e ao representante democrata Elijah Cummings, as congressistas pediram um inquérito, por considerarem que os “norte-americanos merecem” conhecer “a verdade das acusações”.

O anúncio do pedido de investigação surgiu apenas um dia depois de três das 16 mulheres que acusaram Donald Trump de assédio sexual durante a campanha eleitoral do ano passado lamentarem, em conferência de imprensa, em Nova Iorque, que o então candidato a Presidente dos Estados Unidos não ter sido confrontado por qualquer consequência das suas ações.

“Todas as partes merecem ter a oportunidade de alcançar uma decisão justa”, declarou a congressista Lois Frankel, que, perante os jornalistas, explicou as razões pelo pedido da investigação a Trump, referindo também que o “abuso sexual não será tolerado” em Washington.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou que está a ser alvo de “falsas acusações” de assédio sexual por parte de mulheres “que não conhece”, acusando os democratas e a imprensa de participarem numa campanha contra ele.

“Os democratas foram incapazes de demonstrar conluio com a Rússia, pelo que agora estão a concentrar-se nas falsas acusações e em histórias inventadas por mulheres que não sei quem são e/ou não conheço. FAKE NEWS!”, escreveu Trump hoje na rede social Twitter.

A resposta de Trump, no seu habitual primeiro ‘tweet’ da manhã, surgiu um dia depois de três mulheres que anteriormente tinham acusado o Presidente de assédio sexual terem contado as suas histórias no programa “Megyn Kelly Today”, da NBC.

As mulheres – Jessica Leeds, Samantha Holvey e Rachel Crooks – apelaram ao Congresso norte-americano para que investigue o comportamento de Trump.

A porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders já tinha negado as acusações na segunda-feira, prometendo fornecer uma lista de testemunhas oculares cujas declarações absolviam o Presidente dos comportamentos inapropriados. Até ao final do dia, a porta-voz não forneceu qualquer lista à imprensa dos EUA.

Durante a campanha presidencial de 2016, Trump foi acusado por outras 13 mulheres, bem como pelas três que falaram na segunda-feira.

Os escândalos de assédio sexual no mundo da política nos Estados Unidos provocaram já a renúncia de dois democratas: o senador Al Franken e o congressista John Conyers.

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