Segundo disse à agência EFE Laila Soueif, mãe do ativista, Abdelfatah não voltou a sair da esquadra de Dokki, no Cairo, onde deve passar 12 horas por dias (das 18:00 às 06:00) desde a sua liberdade condicional decretada em março.

Soueif explicou que todos os dias se desloca à esquadra para ir buscar o filho, mas que hoje, à hora em que este devia ter saído, os portões estavam encerrados.

Posteriormente, adiantou a mãe do ativista, a polícia informou que Abdelfatah tinha sido transferido para a Procuradoria de Segurança Interna.

Segundo a mesma fonte, que se encontra diante daquela instituição judiciária, os advogados que estão no interior do edifício confirmaram que Abdelfatah se encontra ali, mas desconhecem do que é que o acusam.

Adiantou que o seu filho terá recebido algumas "advertências da Segurança do Estado (serviços de inteligência)" de que poderia voltar a ser preso.

Soueif admitiu que a detenção do ativista possa estar relacionada com comentários que este fez nas redes sociais sobre os últimos incidentes no Egito, onde houve protestos contra o Presidente do país.

Desde então, o Centro Egípcio dos Direitos Económicos e Sociais documentou a detenção de 1.201 pessoas, que foram acusadas formalmente pelas autoridades e que se encontram em prisão preventiva, enquanto outro número idêntico de pessoas está desaparecido, suspeitando-se de que possam também estar detidos.

Além de Abdelfatah, outros ativistas pró-democracia e de direitos humanos, jornalistas e professores universitários foram detidos, segundo a organização de direitos humanos.

Abdelfatah, que tem um blogue, já cumpriu cinco anos de prisão e pagou uma multa de 100 mil libras egípcias (cerca de 13.000 euros) por manifestar-se sem autorização em 2013.

Abdelfatah tem vindo as ser perseguido pelas autoridades egípcias desde a ditadura de Hosni Mubarak, derrubado pela revolta popular de 2011 na qual o ora detido teve um papel muito ativo nas redes sociais.

Voltou a ser perseguido durante o mandato do ex-Presidente Mohamed Mursi (2012-2013) e também após o golpe de Estado de julho de 2013, encabeçado pelo Presidente Al Sisi.

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