As obras para a construção da via férrea de alta velocidade que deve unir as cidades alemãs de Ulm e Stuttgart registam um atraso de cerca de 18 meses. Os engenheiros responsáveis pela obra - que deve estar pronta em 2021 - descobriram duas espécies de lagartixas em vias de extinção que habitam uma zona da localidade de Wendlingen, onde estava planificada a escavação de um túnel.

Para dar continuidade à obra, os animais devem ser capturados e colocados numa outra zona, Untertürkheim, a cerca de 6 milhas (9 quilómetros).

A espécie lacerta agilis (lagarto-ágil) um réptil que não mede mais de 24 centímetros, e a podarcis muralis (lagartixa dos muros) obrigaram a companhia alemã Deutsche Bahn a parar o projeto e a encontrar uma solução para salvar a vida dos pequenos répteis, cuja existência está protegida por rigorosas leis que têm como objetivo evitar a sua extinção.

Depois de se levar a cabo um rigoroso estudo para solucionar o problema, a Deutsche Bahn anunciou que, no verão - embora não se saiba se a captura dos animais estará concluída antes do regresso do frio -, as lagartixas serão colocadas numa outra zona, para que se possa construir a via férrea que terá 56 quilómetros, projeto conhecido como Stuttgart 21.

Os répteis serão 'caçados' com a ajuda de um pequeno laço, que deve ser usado com cuidado para não causar danos aos animais. Segundo Peter Böhm, geólogo e perito em capturar lagartos-ágeis, este é um trabalho para o qual é necessária "paciência, uma mão tranquila e muita experiência", cita o El País.

Segundo Jorg Hamann, porta-voz da Deutsche Bahn, a captura dos animais já foi iniciada graças ao bom tempo que se faz sentir na região. Mais informou que a companhia será responsável pelo novo lugar dos répteis durante os próximos 30 anos.

De acordo com o estudo realizado, descobriu-se que a região alemã é habitada por cerca de 25o lagartos-ágeis e mais de 10.000 lagartixas dos muros. Com isto, a companhia ferroviária vai gastar cerca de 15 milhões de euros para transferir as duas espécies. O The Guardian avança que a deslocação de cada animal implica valores entre os 2 mil e os 4 mil euros. Os custos implicam a captura dos animais, o transporte e o planeamento e monitorização dos novos habitats.

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