Carlos Moedas, que na Comissão liderada por Jean-Claude Juncker tem a pasta da Ciência e Inovação, foi recebido hoje na residência oficial do primeiro-ministro.

“Foi para mim sempre motivo de grande satisfação testemunhar todos os elogios que ouvi de todos os meus colegas e o enorme reconhecimento que em toda a Europa encontrei ao excelente trabalho desenvolvido por Carlos Moedas”, disse António Costa à imprensa após o encontro.

“Enquanto primeiro-ministro, quero também agradecer a forma impecável como mantivemos sempre um relacionamento muito estreito. Sempre respeitando a independência própria de um comissário europeu, Carlos Moedas foi um incansável defensor dos portugueses e de Portugal, em todas as circunstâncias”, sublinhou.

António Costa assegurou que “o país deve muito” a Carlos Moedas, cuja ação “foi absolutamente essencial” nomeadamente em “algumas circunstâncias muito difíceis” que Portugal viveu “nos últimos quatro anos”.

Moedas, que há cinco anos foi indicado para o cargo pelo governo de coligação PSD-CDS/PP liderado por Pedro Passos Coelho, agradeceu por seu turno a António Costa a “lealdade extraordinária” e “a confiança pessoal”.

“Uma relação institucional com o primeiro-ministro que correu sempre tão bem, porque, no fundo, a nossa relação estava acima dos partidos, era Portugal, l Lutar sempre para representar Portugal o melhor possível”, disse à imprensa.

O comissário cessante congratulou-se por outro lado com a evolução da ciência em Portugal nos últimos cinco anos, a qual considerou “um bocadinho” o seu legado, que se traduziu num aumento significativo dos fundos para a ciência.

“Quando cheguei, [Portugal] só tinha à volta de 500 milhões de euros em fundos de ciência, quando vou deixar esta minha posição como comissário europeu, já estará nos mil milhões em relação aos fundos da ciência. É esse um bocadinho o meu legado”, disse.

Após a reunião com Carlos Moedas, António Costa recebeu Elisa Ferreira, indicada pelo Governo português para integrar a Comissão Europeia que vai ser liderada pela alemã Ursula Von der Leyen.

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