“O mecanismo não deve ser abandonado, seria um sinal muito errado que daríamos para a visão que devemos ter da União Europeia (UE)”, disse António Costa, em conferência de imprensa, no final de um Conselho Europeu em que foi debatido, mais uma vez, o tema das migrações, sem que tenha havido consenso sobre o que fazer.

O primeiro-ministro acrescentou que “o valor da solidariedade” tem de ser colocado também para proteger os refugiados, o que “implica necessariamente uma partilha desse esforço de acolhimento por todos os Estados-membros”.

“Chegou-se às quotas porque se viu que a fórmula voluntária era insuficiente, hoje está decidido que é com quotas e não há nenhuma razão para se alterar o que foi decidido”, considerou.

Portugal recebeu, até dia 04 de setembro, 1.415 refugiados, provenientes da Grécia (1.116) e de Itália (299), desde o lançamento do mecanismo de emergência para a recolocação de pessoas há dois anos.

De acordo com os dados de Bruxelas, dois anos após o lançamento do mecanismo de emergência para ajudar a Grécia e a Itália a lidarem com o fluxo de migrantes, estavam ainda por recolocar 2.800 pessoas a partir da Grécia, continuando a chegar diariamente a Itália novos candidatos.

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