• A secretária de Estado da Saúde, Jamila Madeira, informou que existem 60 lares com casos positivos de Covid-19 (2,4% do total). Nestes há 523 utentes positivos e 224 funcionários positivos, totalizando 747 pessoas infetadas.
  • Foram realizados em média durante o mês de agosto 13714 testes por dia. O total de testes realizados desde o início da pandemia situa-se agora nos 1.992.000, indicou a governante.
  • “Temos agora uma taxa de mortalidade de 3,2% e relativamente a doentes com mais de 70 anos [essa taxa é de] 15,4%”, adiantou também Jamila Madeira. Em relação aos profissionais de saúde até hoje foram infetados 4.401, dos quais 3.821 já estão recuperados.

  • “Não podemos descurar a segurança em nenhum momento, nem em casa, nem no trabalho, nem em férias. Como a DGS costuma dizer, o vírus não vai de férias, em todo o mundo temos de aplicar as medidas de segurança”, alertou Jamila Madeira.
  • A secretária de Estado da Saúde tomou a oportunidade para revelar os números recolhidos pela Administração Central do Sistema de Saúde que espelham o investimento que o Governo fez no Sistema Nacional de Saúde. Segundo Jamila Madeira, a "execução financeira do SNS revela que, comparativamente com o período homólogo de 2019, em julho de 2020 houve um evidente investimento no SNS com um acréscimo de recursos financeiros de cerca de 361 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2020". O investimento foi feito nas seguintes áreas:
    • 165,1 milhões de gastos em pessoal;
    • 48 milhões de euros na despesa em produtos farmacéuticos;
    • 48,7 milhões de euros em material de consumo clínico;
    • 52,4 milhões de euros em produtos vendidos em farmácias;
    • 90,9 milhões de euros em investimento realizado;
  • "Todos estes números", indicou a governante, "acontecem ao mesmo tempo que o SNS consegue reduzir para o número mais baixo dos últimos 10 anos o volume dos pagamentos em atraso, reduzindo em cerca de 311 milhões (em menos 55,6%) o valor homólogo de 2019".
  • Depois de ter sido anunciado que em Paris vai ser obrigatório utilizar máscaras em público — tal como já acontecia na ilha da Madeira —, Graça Freitas disse que a Direção-Geral da Saúde está a "revisitar" o tema das máscaras e que a hipótese da sua utilização em espaços públicos está em estudo. "Tem sido a nossa postura de recomendar fortemente e só em situações extremas é que se sanciona a não utilização", disse a diretora-geral da Saúde, explicando que essa atualização será sempre feita com "noção do risco". "Sempre dissemos que íamos tentar medidas de proteção de saúde pública, de segurança, mas proporcionais ao risco", explicou a responsável, exemplificando que "ir a uma rua movimentada de uma cidade é diferente do que passear o cão às 22 horas numa zona não movimentada".
  • Outra das matérias em estudo quanto às máscaras prende-se com uma nova orientação da Organização Mundial de Saúde, no que diz respeito à utilização de máscaras por crianças a partir dos 6 anos de idade. "Esse é um fator que estamos a estudar", disse Graça Freitas.
  • A diretora-geral da Saúde informou ainda que, perante novos estudos "sobre a eficácia de determinado tipo de máscaras", a DGS vai publicar algo que, mesmo que não seja uma orientação, poderá ser "uma informação que permite às pessoas utilizar as máscaras que têm à sua disposição de forma informada".
  • Graça Freitas também se debruçou sobre os desafios do regresso às aulas, particularmente quanto a casos específicos aos quais as orientações publicadas pela DGS não sejam capazes de responder, admitindo que este "é um processo contínuo" e que "vai haver necessidade de fazer muitos ajustamentos quer agora na fase de preparação concreta, quer quando começar o ano letivo", pois "há coisas que só se conseguem verificar quando se têm de implementar". "Uma coisa são as orientações, outra é a capacidade de operacionalizá-las. Estou certa que haverá toda a disponibilidade para encontrar eventualmente soluções alternativas, concretamente no caso de haver quer professores, quer alunos pertencentes a grupos de risco, e há certamente soluções alternativas que se podem implementar", explicou.
  • A diretora-geral da Saúde anunciou que vão ser criados "dois tipos de instrumentos que serão muito úteis" no combate à pandemia nas escolas, Um será "um referencial que vai permitir às escolas e à saúde articularem-se e comunicarem de forma célere caso aconteçam casos positivos ou suspeitos", sendo que o outro será "uma campanha de comunicação com informação para todos os intervenientes".
  • Depois de ter sido ontem aprovada em Conselho de Ministros uma medida que prevê financiamento a 100% para quem ficar em isolamento profilático ou confinamento devido à Covid-19, Jamila Madeira admitiu que a hipótese de tal novidade ser aplicada retroativamente “é algo que está a ser avaliado e que será acomodado num processo de implementação e regulamentação”.
  • Perante as declarações do coordenador do gabinete de crise Covid-19 da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, que defendeu que a DGS deve zelar pela fiscalização de eventos de massas, Graça Freitas respondeu hoje que a entidade "não tem essa competência". "O que faz nestas circunstâncias é, de acordo com o tipo de evento e com a legislação aplicável a esse evento, pedir a colaboração das entidades fiscalizadoras competentes, desde a PSP e a GNR para fiscalizar pessoas, ou a ASAE para fiscalizar produtos e bens usados nesses eventos", disse a diretora-geral da Saúde.
  • Em Espanha foram autorizados, pela primeira vez, ensaios clínicos de vacina experimental em humanos. Jamila Madeira, porém, disse que "não estão previstas ou são conhecidas quaisquer intervenções a que conduza que se façam ensaios clínicos em Portugal”. 
  • Quanto à criação de um plano de inverno para combater a Covid-19, a secretária de estado da Saúde disse que continua a ser estruturado e que continuam a ser promovidos instrumentos para munir infraestruturas, equipamentos e profissionais no combate. No entanto, Jamila Madeira disse que não há ainda uma data de apresentação, mas que poderá acontecer nos próximos dias.
  • Depois de ter anunciado que o Governo ia proceder à retoma plena da atividade assistencial programada dos cuidados de saúde primários, Jamila Madeira relembrou que "a retoma do acesso tem todos estes constrangimentos deste novo normal e que naturalmente prejudica a plenitude e a dinâmica de abertura na cadência desejada”. No entanto, a secretária de estado da Saúde falou numa "progressão muito positiva na retoma da atividade assistencial" desde maio — onde a quebra homóloga face a 2019 era de 10,5% — até julho — 5,9%. "Estamos a convergir para uma atividade normal. Ainda não é plena, temos a noção de que esta recuperação é gradual", admitiu.
  • Perante os aumentos do número de casos positivos nos últimos três dias, Graça Freitas disse que uma explicação é "precoce", mas que "há de facto um clima favorável a que isso possa acontecer". Se por um lado "há um aumento da atividade deste vírus e do número de casos em toda a Europa", por outro tem havido um "equilíbrio entre medidas de segurança e de saúde pública, mas também de retoma da vida normal das pessoas. "Isso leva a uma maior movimentação de pessoas, do nosso país para outros e dos outros para o nosso, quer em turismo quer pelos nossos emigrantes que vêm visitar as suas famílias, este maior contacto entre várias zonas que estão afetadas, pode gerar um aumento do número de casos", disse a diretora-geral da Saúde.
  • Ainda assim, a responsável lembra que o aumento "não tem sido exponencial", o que seria particularmente grave. "Não temos uma vacina, não temos um medicamento, não vamos conseguir ter casos zero. Vamos ter aumentos e reduções conforme for a dinâmica da doença no mundo em geral, temos é de mantê-la controlada", concluiu.

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