Os números fazem parte do último boletim epidemiológico difundido pelo Ministério da Saúde, que dá conta de uma taxa de incidência da doença no país, que atravessa o seu momento mais critico da pandemia, de 180 mortes e 6.682 casos por 100 mil habitantes.

Estes dados confirmam o Brasil como o segundo país em todo o mundo com mais mortes devido à covid-19, depois dos Estados Unidos, e o terceiro com mais casos, depois da nação norte-americana e da Índia.

Além disso, o Brasil voltou hoje a ser a nação com mais mortes registadas em 24 horas, segundo a plataforma worldometers.

São Paulo, o Estado mais rico e populoso do país, continua a ser o foco da pandemia no Brasil, como 2.769.360 casos de infeção pelo novo coronavírus e 89.650 vítimas mortais desde o primeiro diagnóstico, em fevereiro do ano passado.

Pela primeira vez em 81 anos, a pandemia fez cair em um ano a expectativa média de vida dos ‘paulistas’, de 76,4 para 75,4 anos, segundo uma investigação divulgada pela Fundação Seade.

“Essa foi a primeira vez, desde o início da série histórica, em 1940, que houve queda no aumento da esperança de vida”, afirmou o demógrafo da Fundação Seade, Carlos Eugénio Ferreira, um dos autores do estudo, citado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o estudo, o rápido aumento da taxa de mortalidade com a expansão da pandemia de covid-19 em todo o território paulista afetou diretamente os padrões demográficos de longevidade conquistados até então.

Num momento em que a vacinação contra a covid-19 avança a um ritmo lento no Brasil, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, anunciou hoje que o Ministério da Saúde negocia a compra de mais 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer.

“O Ministério da Saúde está a negociar a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, escreveu Faria na rede social Twitter.

Até ao momento, a tutela da Saúde brasileira tem um contrato firmado para aquisição de 100 milhões de doses do antídoto Pfizer, mas a maior parte deve ser entregue apenas no segundo semestre deste ano.

Apesar do grave momento que o país atravessa, uma juíza brasileira suspendeu quatro decretos da prefeitura do Rio de Janeiro, que impunham medidas restritivas na cidade.

“Nem mesmo uma pandemia gravíssima como a vivenciada na atualidade autoriza o cerceamento da liberdade individual de cada cidadão carioca, ao argumento da possibilidade de transmissão acelerada da doença ou mesmo da falta de vagas em hospitais”, diz a decisão da juíza Regina Lúcia Chuquer, da 6ª Vara de Fazenda Pública.

Entre as regras, agora suspensa, encontram-se a proibição de permanência em via pública entre as 23:00 e as 05:00, banhos de sol nas praias, ou o funcionamento de bares e restaurantes até às 22:00, assim como casas de espetáculos de divertimento noturno, segundo a imprensa local.

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