“Tivemos reuniões com a Associação de Comerciantes do Porto com quem estivemos a estudar medidas impulsionadoras de consumo no comércio do Porto”, afirmou o presidente da Câmara, Rui Moreira, na reunião do executivo.

O anúncio surgiu depois de o vereador do PSD, Álvaro Almeida, defender a necessidade de se apoiar outros comerciantes e pensar na “equidade” na cidade, durante a discussão da proposta de redução de 50% do valor da renda nos espaços comerciais geridos pela empresa municipal Domus Social.

Segundo o vereador com o pelouro da Economia, Turismo e Comércio, Ricardo Valente, na próxima reunião do executivo será apresentado “um programa de apoio ao comércio”.

Sem revelar muito sobre a verba que lhe será atribuída, o vereador afirmou que o programa, promovido em conjunto com a empresa municipal Ágora e com a Associação de Comerciantes do Porto, terá por base ‘vouchers’ (vales) de consumo e um conjunto de campanhas de comunicação “para que a cidade se una para salvar o comércio”.

“A Câmara vai fazer o seu papel, mas os portuenses também têm de fazer o seu papel”, afirmou Ricardo Valente.

Depois da explicação do vereador com o pelouro do Comércio, o presidente da Câmara do Porto adiantou ainda que a verba que estava atribuída para a árvore de Natal, que este ano não será montada, “vai entrar neste bolo de apoio” direcionado ao comércio de rua.

Questionado novamente pelo vereador Álvaro Almeida sobre se o programa incluía o setor da restauração, o presidente da Câmara do Porto afirmou que o apoio surge “como uma campanha de Natal e não inclui o setor da restauração”.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião, o vereador Ricardo Valente explicou que o programa está ainda em consolidação, mas que o “valor que seria alocado na época do natal será transferido para os comerciantes da cidade do Porto”.

O objetivo deste programa é “essencialmente apoiar os comerciantes do Porto com porta aberta para a rua” e com uma “dimensão máxima até 250 metros quadrados”.

Segundo o vereador, os comerciantes terão de aderir a este programa e a ideia passa por “cada loja aderente ter um autocolante a dar nota que haverá um ‘voucher’”.

“A ideia era termos tudo preparado para que seja aprovado na segunda-feira [na próxima reunião do executivo] e possamos imediatamente a partir de terça-feira desencadear todo o processo de aderência das lojas e redistribuição”, explicou.

Na reunião de hoje, o executivo aprovou por unanimidade a redução de 50% do valor das rendas nos espaços comerciais geridos pela Domus Social, bem como os apoios à atividade económica e social com redução de benefícios fiscais em 2021.

Portugal contabiliza pelo menos 4.427 mortos associados à covid-19 em 294.799 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana e feriados a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo, e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

[Atualizada às 15:07]

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.