A reunião plenária começou pelas 15:00, com vários debates sobre os diplomas em apreciação, tendo o período de votações arrancado às 19:10 e terminado pelas 21:25.

Do total das 105 iniciativas, 65 eram projetos de lei, 35 projetos de resolução, três apreciações parlamentares e duas propostas de lei do Governo.

As nove iniciativas aprovadas dizem respeito a projetos de lei apresentados pela oposição, mas na reunião plenária de hoje os deputados aprovaram ainda duas propostas de lei do Governo e as apreciações parlamentares em escrutínio.

As duas propostas de lei do Governo - que estabelece um regime excecional para promover a capacidade de resposta das autarquias locais, no âmbito da pandemia da Covid-19, e cria um regime excecional de flexibilização da execução das penas e dos indultos a presos – foram ambas aprovadas.

Em votação final global, a primeira mereceu unanimidade, enquanto a segunda contou com os votos contra de PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega, a abstenção do PAN e os votos favoráveis de PS, BE, PCP, PEV e da deputada não inscrita Joacine Katar-Moreira.

Quanto aos projetos de lei apresentados pelos partidos, apenas nove foram aprovados.

Entre estas propostas, o parlamento aprovou em votação final global diplomas do BE e PCP que suspendem os cortes do fornecimento de água, luz, gás e telecomunicações a famílias com quebra de rendimentos devido à pandemia de covid-19.

Entre as outros projetos aprovados está a extensão no tempo da gratuitidade dos transportes públicos, apoios para micro e pequenas empresas, a limitação do acesso a plataformas de jogo ‘online’, ou uma proposta para que o serviço público de televisão assegure “programação estimuladora e adequada de exercício físico e de boa nutrição”.

Os deputados aprovaram ainda um “reajustamento das propinas” quando as universidades não consigam assegurar ensino à distância, medidas de apoio à cultura, a gratuitidade da linha SNS 24, e também a proibição da cobrança de comissões, pelos bancos, em operações realizadas através de plataformas digitais enquanto imperar o isolamento.

Já os projetos de resolução, 35 no total, foram todos chumbados. No final das votações, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, anunciou uma declaração de voto para justificar a razão de a sua bancada se ter abstido em todos estes projetos.

Das apreciações parlamentares, duas foram aprovadas e uma não foi submetida a votação final global.

Duas foram apresentada pelo PCP - sobre o decreto-lei que, em 13 de março, estabeleceu medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo coronavírus e outra sobre a parte da legislação relativa ao setor das comunicações eletrónicas - e a outra do BE, que se debruça sobre o decreto-lei que estabeleceu medidas excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas e instituições particulares de solidariedade social.

A maioria dos diplomas foi chumbado com o voto contra de PS e PSD, que já tinha anunciado que iria rejeitar os diplomas aprovados pelos outros partidos.

O PAN foi o partido que apresentou mais iniciativas – 25, seguindo-se "Os Verdes" com 20, o PCP com 18 e o BE com 17.

O deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, apresentou oito diplomas, mais um que a bancada do CDS-PP, com sete, enquanto a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira contribui com três iniciativas e o deputado único do Chega, André Ventura, com duas.

O PSD apresentou apenas propostas de alteração aos diplomas do Governo.

Apesar de terem demorado duas horas e 15 minutos, as votações, conduzidas pelo vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza (BE), decorreram de forma fluida e ordenada, tendo sido necessário repetir poucas.

O guião principal tinha 34 páginas, e existiam ainda mais oito guiões suplementares.

No final das votações, o PS requereu a dispensa da redação final e dispensa do prazo de reclamação contra exatidões em “relação a tudo o que está aprovado”, e ainda que os projetos de lei aprovados sejam publicados “num único decreto”.

Em resposta, o presidente em exercício disse que “a mesa tem bastantes dúvidas de que seja exequível” mas, “não havendo oposição de nenhuma força política”, o parlamento irá tentar que assim seja.

“Não me parece que seja de legalidade muito válida”, contrapôs André Ventura, do Chega.

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