"A posição que tive oportunidade de transmitir ao Governo foi de apoio, são decisões adequadas, necessárias e proporcionais em relação à situação da Área Metropolitana de Lisboa", afirmou Fernando Medina, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à Liga dos Bombeiros Portugueses, em Lisboa, ao lado do Presidente da República e o primeiro-ministro.

Os centros comerciais e as lojas do cidadão vão permanecer fechados na Área Metropolitana de Lisboa até 04 de junho, de acordo com a terceira fase do plano de desconfinamento do Governo, aprovada na sexta-feira em Conselho de Ministros, uma vez que esta zona tem concentrado o aumento dos novos casos de covid-19 nos últimos dias.

Em diálogo com as câmaras municipais da Área Metropolitana de Lisboa (AML), vai ainda ser reavaliada a abertura das lojas com mais de 400 metros quadrados e as feiras, sendo que as que estão agendadas para este fim de semana podem realizar-se.

Questionado sobre se será possível fazer uma testagem e rastreio dos focos de infeção até à próxima quinta-feira - data em que o Conselho de Ministros irá reavaliar a situação na AML -, Medina considerou que esta fase "bastante exigente da gestão da pandemia" implica ir adaptando as medidas às circunstâncias, mas prometeu uma "cooperação em permanência" com as autoridades de saúde.

"Tudo isto tem de ser reavaliado em cada momento, vamos todos trabalhar para que seja reavaliado num sentido positivo e não no sentido de maior restrição, mas temos de estar preparados para tomar as decisões que se justificarem em cada momento", afirmou.

Questionado sobre se este rastreio não poderia ter sido feito antes, o autarca socialista respondeu negativamente.

"Dada a natureza do que se conhece do problema, a minha resposta tenderá a ser não", disse, apontando que, se houve por exemplo um foco numa fábrica da Azambuja, tal não se verificou em unidades industriais próximas, o mesmo se passando com obras da construção civil.

No que diz respeito a lojas com capacidade superior a 400 metros quadrados, Medina salientou que estas não foram autorizadas a abrir no município de Lisboa, o que se manterá.

"As feiras estão a funcionar cumprindo protocolos da Direção-Geral de Saúde, que adaptaremos em função das necessidades", assegurou.

O presidente da AML apelou ainda à confiança das pessoas, mas também ao sentido de responsabilidade.

"Há um conjunto de comportamentos que sabemos que podemos ter que reduzem significativamente o risco de contaminação, como o distanciamento, o uso de máscaras, a proteção contra aglomerações", referiu, apelando ao equilíbrio entre o retomar da vida normal e necessidade de "não relaxar os níveis de alerta".

O Governo aprovou na sexta-feira novas medidas para entrarem em vigor em 01 de junho, com destaque para a abertura dos centros comerciais (à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, onde continuarão encerrados até pelo menos 04 de junho), dos ginásios, dos ATL ou das salas de espetáculos.

Estas medidas juntam-se às que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

Para hoje está previsto o regresso das cerimónias religiosas comunitárias, enquanto a abertura da época balnear acontecerá em 06 de junho.

Na AML, os ajuntamento vão continuar limitados a 10 pessoas, para "evitar aglomerações", enquanto no resto do país o limite máximo é de 20.

Reforço da vigilância epidemiológica, em particular em atividades que concentram "um elevado número de focos de infeção" (obras de construção civil e trabalho temporário) e planos de realojamento de emergência para permitir "a separação de pessoas que estejam infetadas" são outras medidas específicas para a AML.

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