Em conferência de imprensa no Parlamento Europeu, em Bruxelas, David Sassoli adiantou que a sessão plenária agendada para a próxima semana em Estrasburgo, França, entre 09 e 12 de março, “realizar-se-á normalmente”, como previsto, naquela localidade, estando os serviços da assembleia “naturalmente” em contacto permanente com as autoridades francesas.

O presidente do Parlamento explicou que, face aos novos desenvolvimentos da propagação do Covid-19, a assembleia vê-se forçada a adotar novas medidas de precaução, tentando garantir simultaneamente que a instituição continue a funcionar, especificando que estas entrarão imediatamente em vigor e serão aplicadas ao longo das próximas três semanas, ao cabo das quais será feita uma reavaliação.

Entre as medidas agora anunciadas, conta-se então a decisão de limitar as (tradicionais) visitas ao Parlamento, tendo Sassoli sublinhado que a assembleia pode e deve tomar medidas diferentes daquelas adotadas pelas outras instituições – designadamente Comissão Europeia e Conselho – já que “tem particularidades que os outros não têm”, designadamente o facto de, anualmente, receber cerca de 700 mil visitantes, dado tratar-se de uma “instituição aberta”.

Apontando que um visitante infetado com o Covid-19 pode transmitir este novo coronavírus a outras 50 pessoas, Sassoli explicou que, na mesma lógica, os serviços do Parlamento decidiram que a assembleia não acolherá ao longo das próximas semanas “atividades que não sejam indispensáveis” ao seu funcionamento, como é o caso de eventos culturais, eventos promovidos por organizações externas e visitas promovidas por eurodeputados.

Hoje mesmo, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) aumentou o risco de infeção na UE de ‘baixo a moderado’ para ‘moderado a elevado’, no mesmo dia em que a Comissão Europeia anunciou a criação de uma ‘task force’, composto por cinco comissários, para coordenar a resposta da União ao surto de Covid-19.

De acordo com a comissária europeia da Saúde, o mais recente balanço para a UE dá conta de 2.100 casos confirmados em 18 Estados-membros e 38 vítimas mortais (35 das quais em Itália).

Estes dados não incluem ainda os dois primeiros casos positivos em Portugal (um confirmado e outro que aguarda uma contraprova), anunciados hoje pela ministra da Saúde.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, já infetou perto de 90 mil pessoas em todos os continentes, registando mais de 3.000 vítimas mortais, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Das pessoas infetadas, mais de 41 mil recuperaram.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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