Num procedimento regimental através da Assembleia da República, a que agência Lusa teve acesso, os comunistas denunciam "uma situação de sobrecarga na urgência e internamento Covid-19" nos últimos dias, com doentes a "esperarem de mais de 48 horas sem as mínimas condições de conforto e dignidade".

"A falta de camas de internamento faz com que existam doentes a pernoitar em cadeiras", sublinha o documento.

Segundo os três deputados do PCP que o subscreveram - Ana Mesquita, Paula Santos e João Dias - "os trabalhadores da saúde são também afetados, com turnos que vão muito para além do expectável e permitido, com parcas condições de trabalho e um cansaço extremo, que os afeta não só a eles, mas também com inequívoco reflexo no atendimento aos utentes".

"Como o PCP já tem denunciado, esta situação é fruto do ataque de matriz neoliberal ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), que se tem intensificado ao longo dos anos, e que, em Coimbra, pretende esvaziar o Hospital Geral, valioso instrumento, dando espaço a estruturas privadas que prosperam na região", refere o requerimento.

Salientando que "a resposta passará sempre pelo reforço dos serviços públicos, em trabalhadores e meios materiais", os comunistas questionaram o Governo sobre que "medidas imediatas e estruturais tomará o Governo para dar resposta à sobrecarga dos serviços".

"Vai o Governo proceder ao reforço imediato das equipas? De que forma e com quantos profissionais?", questionam os comunistas.

O PCP pretende também saber se "vai o Governo, através da articulação entre os ministérios da Saúde e da Defesa Nacional, programar a utilização das infraestruturas e capacidade do Centro de Saúde Militar de Coimbra no atual contexto de sobrecarga dos hospitais da região de Coimbra".

Na pergunta ao Governo, os deputados salientam que o PCP questionou já o Governo, em 23 de novembro de 2020, sobre a ampliação da capacidade de resposta do SNS com o recurso ao Centro de Saúde Militar de Coimbra, mas que "ainda não obteve qualquer resposta do Ministério da Saúde".

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